A acessibilidade no ambiente escolar para estudantes com TEA: percepções docentes em uma escola pública no município do Cabo de Santo Agostinho-PE
DOI:
https://doi.org/10.33871/2317417X.2026.23.12156Palavras-chave:
Educação Inclusiva, Autismo, Acessibilidade, Psicologia Ambiental, Ambiente EscolarResumo
O artigo apresenta um recorte dos resultados de uma dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito do Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva em Rede Nacional (PROFEI/UPE), voltada à análise da acessibilidade no ambiente escolar para a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O estudo investigou em que medida uma escola pública municipal do Cabo de Santo Agostinho-PE oferece ambientes e práticas pedagógicas acessíveis e inclusivas para esses(as) estudantes, à luz dos pressupostos da Psicologia Ambiental. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem descritivo-exploratória, desenvolvida por meio de pesquisa de campo. Participaram do estudo professores(as) regentes, professores(as) de apoio da educação especial e o(a) gestor(a) escolar. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, e os dados foram analisados com base na análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram distanciamentos entre os pressupostos teóricos, as normativas legais e as práticas vivenciadas no cotidiano escolar, destacando práticas inclusivas desenvolvidas de forma empírica, além de desafios relacionados à formação docente, ao planejamento pedagógico e à organização do ambiente escolar. Conclui-se que a acessibilidade no ambiente escolar deve ser compreendida como um processo contínuo, envolvendo dimensões arquitetônicas, metodológicas e atitudinais, cuja efetivação requer um olhar holístico.
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