Multilinguismo Fronteiriço e Educação Especial Inclusiva: entre a Concepção Normativa e os Desafios da Implementação
DOI:
https://doi.org/10.33871/2317417X.2026.23.12053Palabras clave:
Políticas públicas inclusivas, Fronteira Brasil-Paraguai, Teoria Histórico-Cultural, Desenho Universal para Aprendizagem, Ensino ColaborativoResumen
A educação especial inclusiva é um tema que elenca muitas facetas no contexto escolar, principalmente quando sua realidade abarca uma singularidade fronteiriça. Esse contexto é marcado por intensa circulação de pessoas e diversidade linguística e cultural, o que influencia diretamente o processo educacional. Esta pesquisa parte das dificuldades enfrentadas por estudantes, especialmente no período da alfabetização, em um ambiente multilíngue, contexto que exige mediações pedagógicas diferenciadas e políticas educacionais mais eficazes. O objetivo que permeou o desenvolvimento da pesquisa foi analisar as condições e as possibilidades de oferta da educação especial na perspectiva inclusiva em um contexto fronteiriço multilíngue entre Brasil e Paraguai. A pesquisa segue uma abordagem de cunho qualitativo, de natureza teórica, documental e de campo e fundamenta-se no materialismo histórico e dialético, o qual sustenta a análise das políticas inclusivas no Brasil e no Paraguai. O estudo ancora-se, ainda, em teóricos da perspectiva histórico-cultural, compreendendo o desenvolvimento psíquico da criança articulado ao processo de pensamento e linguagem, especificamente no contexto social multilíngue em que se encontram as crianças público da educação especial. Os resultados evidenciaram a necessidade de fortalecimento das políticas públicas, maior articulação entre os contextos locais e investimento em formação docente. O estudo também destacou a importância de abordagens como o Ensino Colaborativo e o Desenho Universal para Aprendizagem (DUA) como estratégias para promover a inclusão. Conclui-se que, para garantir uma educação inclusiva de qualidade na região de fronteira, é essencial considerar a diversidade linguística e cultural, além de promover ações estruturais e formativas que apoiem efetivamente professores e estudantes.
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