Experiências escolares de estudantes indígenas na educação profissional e tecnológica: pertencimento e preconceito
DOI:
https://doi.org/10.33871/2317417X.2026.23.12303Palabras clave:
Estudantes Indígenas, Educação Profissional e Tecnológica, Ensino MédioResumen
O estudo analisa as experiências escolares de estudantes indígenas matriculados nos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), considerando os sentimentos relacionados à vivência institucional e às experiências de preconceito e discriminação associadas à identidade indígena. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi realizada com 35 estudantes indígenas, cujas narrativas foram produzidas por meio de entrevistas semiestruturadas e analisadas mediante categorização temática. Os resultados evidenciam que a maioria dos participantes associa sua experiência na instituição a sentimentos positivos, principalmente de acolhimento e aceitação, além de reconhecer a qualidade do ensino e o ingresso no IFRO como importante conquista educacional. Entretanto, também foram identificados desafios relacionados ao cansaço, à sobrecarga de atividades e aos impactos emocionais decorrentes do afastamento da família e da comunidade de origem. Parte dos estudantes relatou experiências de preconceito e discriminação, tanto veladas quanto explícitas, manifestadas por meio de estereótipos, piadas e questionamentos sobre sua identidade indígena. Os depoimentos também revelaram estratégias de autoproteção, como a restrição da divulgação da identidade étnica no ambiente escolar. Conclui-se que, embora o IFRO desempenhe papel relevante na ampliação do acesso de estudantes indígenas ao ensino médio profissionalizante, suas experiências escolares são marcadas pela coexistência entre acolhimento e situações de preconceito e discriminação, além de desafios relacionados à sobrecarga acadêmica, ao afastamento da família, da comunidade e do território de origem e à expressão de suas identidades no ambiente escolar.
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