O “não-lugar” da inclusão e da acessibilidade atitudinal a estudantes com deficiência no Projeto Político-Pedagógico em uma escola pública da rede estadual de Pernambuco
DOI:
https://doi.org/10.33871/2317417X.2026.23.12130Palabras clave:
Inclusão escolar, Acessibilidade atitudinal, Projeto político-pedagógico, Estudantes com deficiênciaResumen
O presente estudo aborda a inclusão escolar e a acessibilidade atitudinal a estudantes com deficiência no contexto do Projeto Político-Pedagógico (PPP) em uma escola pública da rede estadual em Olinda - Pernambuco. Parte-se da compreensão de que a deficiência, sob a perspectiva do modelo social, é produzida nas relações sociais e nas barreiras impostas pela sociedade, especialmente no ambiente escolar. Assim, o objetivo da pesquisa foi analisar o “lugar” da inclusão e da acessibilidade atitudinal no PPP da escola, buscando identificar concepções, estratégias e lacunas relacionadas à inclusão de estudantes com deficiência e à promoção da acessibilidade atitudinal. Metodologicamente, tratou-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, baseada em levantamento bibliográfico e análise documental do PPP da instituição. Os resultados indicaram que, embora o documento apresente princípios democráticos e valores relacionados ao respeito e à equidade, existe uma significativa ausência de diretrizes específicas, metas e ações voltadas à inclusão. Observa-se que há um tratamento genérico da diversidade, o que fragiliza a efetivação de práticas inclusivas na escola. Além disso, a acessibilidade atitudinal não é explicitamente abordada, contribuindo para a permanência de barreiras no cotidiano escolar. Conclui-se que a inclusão ainda se configura de forma predominantemente incipiente e formal, exigindo a reformulação do PPP com estratégias concretas, formação docente e fortalecimento de uma cultura escolar inclusiva.
Descargas
Citas
American Psychiatric Association (2014). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM-5 (5ª ed.). Porto Alegre: Artmed.
Barbosa, A. M. (2022). O papel da comunidade escolar no processo de inclusão dos estudantes com deficiência do IF Baiano de Alagoinhas. 2022. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano, Catu. https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/716769/2/Disserta%C 3%A7%C3%A3oAdrinaMBarbosa.pdf
Brasil. (2015). Presidência da República. Lei n. 13.146, de 06 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). 2015. https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato20152018/2015/lei/l13146.htm.
Brasil. (2017) Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC.
Brogna, P. (2005). ¿El derecho a la igualdad... ¿o el derecho a la diferencia? El Cotidiano, 21(134), 43–55.
Canguilhem, G. (2006). O normal e o patológico. Rio de Janeiro: Forense Universitária.
Diniz, D. (2007). O que é deficiência. São Paulo: Brasiliense.
Foucault, M. (2000). Os anormais. São Paulo: Martins Fontes.
Foucault, M. (2002). Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Edições Graal.
Glat, R. (2006). A integração social dos portadores de deficiência: uma reflexão (3ª ed.). Rio de Janeiro: 7 Letras.
Glat, R., & Fernandes, E. M. (2005). Da educação segregada à educação inclusiva: uma breve reflexão sobre os paradigmas educacionais no contexto da educação especial brasileira. Revista Inclusão, 1(1), 8–12.
Harlos, F. E. (2012). Sociologia da Deficiência: vozes por significados e práticas (mais) inclusivas. Dissertação (Mestrado em Educação Especial) – Universidade Federal de São Carlos. São Carlos. https://repositorio.ufscar.br/server/api/core/bitstreams/0d130ac9-c70a-4cbb-afb6-40bbc5526c3b/content
Mantoan, M. T. E. (2015). Inclusão escolar: o que é? por que? como fazer? São Paulo: Summus.
Minayo, M. C. de S. (org.) (2002). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade (18ª ed.). Petrópolis: Vozes.
Oliveira, A. F. T. (2014). A representação cultural da deficiência nos discursos midiáticos do Portal do Professor do MEC. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Pernambuco. Recife. https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/12985/1/TESE%20Ana%20Fl%c3%a1via%20Teodoro%20de%20Mendon%c3%a7a%20Oliveira.pdf
Paugaum, S. (2004). O enfraquecimento e a ruptura dos vínculos sociais – uma dimensão essencial do processo de desqualificação sociais. In: SAWAIA, B. (org.). Artimanhas da exclusão: análise psicossocial e ética da desigualdade social. Petrópolis: Vozes.
Pernambuco. Secretaria de Educação (2020). Projeto Político-Pedagógico – Escola de Referência em Ensino Médio (EREM). SEE-PE: Olinda.
Piccolo, G. M. (2012). Contribuições a um pensar sociológico sobre a deficiência. Tese (Doutorado em Educação Especial) – Universidade Federal de São Carlos. São Carlos. https://repositorio.ufscar.br/server/api/core/bitstreams/85c1408a-4487-421c-a26d-5ffaaab7fee9/content
Revelante, P. (2013). Políticas públicas inclusivas: implicações na formação de professores para o Atendimento Educacional Especializado. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade de Santa Cruz do Sul. Santa Cruz do Sul. https://repositorio.unisc.br/jspui/bitstream/11624/503/1/PatriciaRevelante.pdf
Sassaki, R. K. (2010). Inclusão: construindo uma sociedade para todos (8ª ed.). Rio de Janeiro: WVA.
Stainback, S., & Stainback, W. (1999). Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artmed.
Souza, P. C. de. (2022). Inclusão de estudantes com deficiência: representações sociais construídas por professores(as) de cursos técnicos subsequentes. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco. Olinda. https://repositorio.ifpe.edu.br/xmlui/handle/ 123456789/730
Teixeira, V. P. P. (2008). Acessibilidade como fator de equiparação de oportunidades para pessoas com deficiência na escola: análise de garantias legais em países da América Latina. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade de São Paulo. São Paulo. https://teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-16062008-111711/publico/DissertacaoValquiriaPrates.pdf
Vasconcelos, R. T. G. (2023). Programa educativo em atitudes para educação inclusiva na Educação Profissional e Tecnológica. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, Vitória. https://repositorio.ifes.edu.br/items/ad59d566-0c2d-4a28-a83b-3f9ff515db3c
Veiga, I. P. A. (2010). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, I. P. A. (org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível (28ª ed.). Campinas: Papirus.
World Health Organization (2024). Classificação Internacional de Doenças – 11ª revisão (CID-11). Disponível em: https://icd.who.int/pt/
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Fábio Marques Bezerra, Josaniel Vieira da Silva

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
A Revista InCantare adota acesso aberto e o copyright dos artigos e da entrevista pertence aos respectivos autores/entrevistados com cessão de direitos para a Revista InCantare no que diz respeito à inclusão do material publicado (revisado por pares/postprint) em sistemas/ferramentas de indexação, agregadores ou curadores de conteúdo.
Os artigos publicados por esta Revista são de livre uso para compartilhar. É preciso dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram realizadas.
A Revista InCantare não cobra qualquer tipo de taxa para submissão e/ou publicação de artigos.











