Desenho Universal para a Aprendizagem e cultura popular em práticas educativas com o Boi de Mamão
DOI:
https://doi.org/10.33871/2317417X.2026.23.11425Palabras clave:
Desenho Universal para Aprendizagem, Cultura popular, Contação de histórias, Inclusão escolar, Boi de MamãoResumen
O presente estudo apresenta os resultados de um projeto de pesquisa e extensão desenvolvido em três escolas públicas dos Anos Iniciais do município de Paranaguá (PR), articulando os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) à valorização da cultura popular, por meio da contação de histórias e da brincadeira do Boi de Mamão. A metodologia compreendeu visitas diagnósticas, planejamento colaborativo, contação de histórias dramatizada, interação com elementos culturais do território e criação de personagens com diferentes materiais, culminando na realização de uma exposição itinerante. Os resultados evidenciam elevado engajamento das crianças, múltiplas formas de participação e ampliação das possibilidades de expressão, especialmente entre estudantes da educação inclusiva, que encontraram caminhos acessíveis para se envolver nas atividades propostas. A cultura popular mostrou-se um recurso pedagógico significativo para o fortalecimento da identidade e do sentimento de pertencimento. Além disso, o projeto contribuiu para o estreitamento dos laços entre o Ensino Superior e a Educação Básica, aproximando teoria e prática docente. Conclui-se que práticas pedagógicas planejadas à luz do DUA favorecem processos educativos mais inclusivos, acessíveis e sensíveis à diversidade.
Descargas
Citas
Arantes, A. A. (1990). O que é cultura popular (8ª ed.). Brasiliense.
Associação de Cultura Popular Mandicuera. (s.d.). Boi de mamão em Paranaguá. https://www.mandicuera.org/boi-de-mam%C3%A3o
Azevedo, F. C. de. (1963). O boi-de-mamão no litoral paranaense. Revista Brasileira de Folclore, 3(6), 113–124.
Barbosa, A. M. (2005). Arte e educação: A formação do educador artístico. Cortez.
Brandão, C. R. (2002). Pesquisa participante (8ª ed.). Brasiliense.
Brasil. (1996). Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Casa Civil. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
Brasil. (2007). Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Ministério da Educação. http://portal.mec.gov.br
Brasil. (2015). Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm
Canclini, N. G. (1989). Culturas híbridas: Estratégias para entrar e sair da modernidade. Edusp.
Casagrande, K., Vieira, L. A., & Mendes, V. E. (2024). A tecnologia assistiva e o desenho universal para a aprendizagem como apoio à prática pedagógica inclusiva. Revista InCantare, 20, 1–13. https://periodicos.unespar.edu.br/incantare/article/view/8798
Catenacci, V. (2001). Cultura popular: Entre a tradição e a transformação. São Paulo em Perspectiva, 15(2), 33–43. https://www.scielo.br/j/spp/a/VNzdj3bndNsGT3mHhwg5krk/?lang=pt
Center for Applied Special Technology. (2018). Diretrizes do desenho universal para a aprendizagem (UDL), versão 2.2. http://udlguidelines.cast.org
Freire, P. (1970). Pedagogia do oprimido (11ª ed.). Paz e Terra.
Freire, P. (2002). Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa (25ª ed.). Paz e Terra.
Gardner, H. (1995). Inteligências múltiplas: A teoria na prática. Artmed.
Göbel, A., & Fraga, R. (2014). Uma festa de cores: Memórias de um tecido brasileiro. Autêntica.
Gonçalves, R. M. (2006). Educação popular e boi-de-mamão: Diálogos brincantes [Tese de doutorado, Universidade Federal de Santa Catarina]. https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/89216
Hall, S. (2006). A identidade cultural na pós-modernidade (11ª ed.). DP&A.
Machado, V. V., & Fridman, A. L. (2025). Catarinenses, açorianos e caiçaras: A musicalidade do boi de mamão entre discursos identitários. Orfeu, 10(1), e0209. https://www.revistas.udesc.br/index.php/orfeu/article/view/26914
Mantoan, M. T. E. (2003). Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? Moderna.
Martarello, S. A. (2022). O tecido chita no Brasil: Uma visão além das festas folclóricas [Trabalho de conclusão de curso, FATEC]. https://ric.cps.sp.gov.br/handle/123456789/12209
Pinto, I. C. (2010). Folclore no Paraná (2ª ed.). SEED.
Ribeiro, G. R. de P. S., & Amato, C. A. de L. H. (2018). Análise da utilização do desenho universal para aprendizagem. Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, 18(2), 125–151.
Sebastián-Heredero, E. (2020). Diretrizes para o desenho universal para a aprendizagem. Revista Brasileira de Educação Especial, 26(4), 733–768. https://www.scielo.br/j/rbee/a/F5g6rWB3wTZwyBN4LpLgv5C/
Vieira, L. A., & Chagas, G. F. dos S. (2025). A contação de histórias combinada aos princípios do desenho universal para aprendizagem: Uma prática inclusiva na educação infantil. Revista Educação Pública, 25(5). https://educacaopublica.cecierj.edu.br
Vieira, L. A., & Matilde, L. da L. B. (2024). As contribuições do desenho universal para aprendizagem no contexto da educação inclusiva. Contribuciones a las Ciencias Sociales, 17(6). https://ojs.revistacontribuciones.com
Vygotsky, L. S. (1991). A formação social da mente (6ª ed.). Martins Fontes.
Zerbato, A. P., & Mendes, E. G. (2018). Desenho universal para a aprendizagem como estratégia de inclusão escolar. Educação Unisinos, 22(2), 147–155. https://revistas.unisinos.br
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Leociléa Aparecida Vieira, Gabrielli Fernanda dos Santos Chagas, Beatriz Rodrigues Cardoso

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
A Revista InCantare adota acesso aberto e o copyright dos artigos e da entrevista pertence aos respectivos autores/entrevistados com cessão de direitos para a Revista InCantare no que diz respeito à inclusão do material publicado (revisado por pares/postprint) em sistemas/ferramentas de indexação, agregadores ou curadores de conteúdo.
Os artigos publicados por esta Revista são de livre uso para compartilhar. É preciso dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram realizadas.
A Revista InCantare não cobra qualquer tipo de taxa para submissão e/ou publicação de artigos.











