A INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE MUSICAL EM PESSOAS COM PARALISIA CEREBRAL NO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA

Rodolfo Ferreira do Amor, Igor Ortega Rodrigues, Regiane Oliveira Rangel dos Santos, Rita de Cassia Paro Alli, Cintia Milani, Dulci Fonseca Vagenas

Resumo


A paralisia cerebral (PC) foi descrita pela primeira vez pelo ortopedista inglês William John Little no ano de 1843. PC se refere a um conjunto de lesões que acometem o cérebro não sendo progressivas, e que tem em comum os distúrbios motores, cognitivos, na postura, na fala e aprendizagem. O objetivo foi estudar as causas de paralisia cerebral
em assistidos pela “Rainha da Paz” – Santana de Parnaíba e verificar a contribuição das atividades musicais na sua qualidade de vida. Os métodos empregados consistem na pratica clínica da anamnese, pesquisa de dados em prontuário e a avaliação pela escala em IMTAP (Individualized Music Therapy Assessment Profile) que foi realizada por um musicoterapeuta. Foram selecionados onze assistidos; e uma assistida teve um acompanhamento individualizado, participando de dez encontros musicais, trinta minutos cada, com o instrumento musical violino. Cada encontro foi filmado e avaliado segundo a escala IMTAP, onde se avaliou a motricidade ampla e fina, comparando a evolução da
assistida. As principais causas de PC encontradas tiveram a prevalência de prematuridade e anóxia, gestação prolongada e meningite. O resultado da avaliação pela escala em IMTAP, na assistida selecionada, indicou uma melhora do total do domínio de motricidade ampla igual a 10,7% e fina de 29,8%. A música contribuiu para que os portadores de
paralisia cerebral assistidos na instituição tivessem momentos de alegria, reabilitação e aprimoramento motor dos membros superiores. Cabe salientar que toda terapia deve ser contínua e sem data de encerramento.
Palavras-chave: Paralisia cerebral. Motricidade. Música.


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Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
InCantare: R. Pesq. Musicoterapia, Curitiba, Faculdade de Artes do Paraná, ISSN 2317-417X