Substituição instrumental e difusão do repertório: um relato sobre “Directionlessness” (2020/2022), de Luís Bittencourt
DOI:
https://doi.org/10.33871/vortex.2026.14.11015Palavras-chave:
Substituição instrumental, Performance, Percussão, Inovação, DifusãoResumo
Eclética, a instrumentação de obras escritas para percussão muitas vezes restringe a sua difusão pelas dificuldades em se conseguir instrumentos específicos. Aspectos culturais, orçamentários e/ou logísticos acabam por limitar a disseminação do repertório, restringindo a fruição pública de algumas práticas musicais. Cabe ao percussionista buscar soluções criativas para suprir/substituir certos materiais, sendo capaz de levar a cabo a performance de obras outrora 'inatingíveis' pelas exigências instrumentais, ampliando o impacto do seu fazer musical através da disseminação, comunicação e potencial criativo das obras e da sua performance. Selecionamos Directionlessness (2020/2022), de Luís Bittencourt (1981-), como estudo de caso para demonstrar possibilidades de substituição instrumental. Apoiados em autores como Gianesella, Schick, La Frave, Reed, Stene, Fernando e Santos, sugerimos a substituição das peças de vidro, comparando-as sonoramente, além de refletir sobre a viabilidade musical e performativa da proposta de substituição.
Downloads
Referências
ABLINGER, Peter. WEISS / WEISSLICH 31e. Obra musical. Disponível em https://ablinger.mur.at/ww31.html. Visitado em 20 de abril 2025. 2005.
APERGHIS, George. Les Guetteurs de Sons. Partitura. Paris: Editions Salabert. 1981.
ASSIS, Paulo de. Logic of Experimentation: Rethinking Music Performance through Artistic Research. Leuven: Leuven University Press. 2018.
BAXTER, Mike. Projeto de Produto - guia prático para design de novos produtos. 3ª ed.; trad. Itiro Iida. São Paulo, Brasil: Edgard Blücher Ltdª; 2011. 344 p. 2011.
BITTENCOURT, Luís. Directionlessness for vibraphone, glass objects and water drips. Partitura. Porto: Edição do autor, 2020/2022.
BITTENCOURT, Luís. Percussão e instrumentalidade: explorando a performance de instrumentos e fontes sonoras incomuns. Tese de Doutoramento em Música - Departamento de Comunicação e Arte, Universidade de Aveiro, Aveiro. 2019.
BITTENCOURT, Luís. Directionlessness for vibraphone, glass objects and water drips. Performance. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=wOTmjXnhChI. Acesso 08 jul. 2024a.
BITTENCOURT, Luís. Entrevista por WhatsApp. Belo Horizonte: 08 Jul. de 2024b.
BORK, Ingolf. Practical Tuning of Xylophone Bars and Resonators. Applied Acoustics 46: 103-127. 1995.
BOUDLER, John. Entrevista por WhatsApp. São Paulo. 30 abr. de 2025.
CAGE, John. Third Construction. Edição revista em 1970. Partitura. Nova Iorque: Henmar Press. 1970.
CHAIB, Fernando. Directionlessness (Luís Bittencourt) - Fernando Chaib (Solo vibraphone). Performance. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=PDXYJYssdeo. Acesso 08 jul. 2024.
CHAIB, Fernando; LEANDRO, Charles Augusto Braga; SILVA, Leandro César da; SILVA, Tiago Alexandre Silva. Construção do Sistema de Controle de Esteira por Pedal - SICESP2020. Revista Vórtex, Curitiba, v.11, n.1, p. 1-31, 2023.
CHAIB, Fernando; LEANDRO, Charles Augusto Braga; SILVA, Leandro César da; SILVA, Tiago Alexandre Silva. Desenvolvimento e Construção do Sistema de Abafamento de Crotales - SACRO2020. Revista Vórtex, Curitiba, v.10, n.2, p. 1-32, 2022.
CHAIB, Fernando Martins de Castro; MORAIS, Ronan Gil de; BRAGA LEANDRO, Charles Augusto; CÉSAR, Leandro; SILVA, Tiago Alexandre. Desenvolvimento e construção do Sistema de Controle por Pedal de Placas Metálicas - SICPPLAM2020. Música Hodie, Goiânia, v.21, p.1-30, 2021a.
CHAIB, Fernando Martins de Castro; MORAIS, Ronan Gil de; BRAGA LEANDRO, Charles Augusto; CÉSAR, Leandro; SILVA, Tiago Alexandre. Desenvolvimento e Construção do Sistema de Baquetas para Pequenos Instrumentos Suspensos - SIBAPIS2020. Revista Vórtex, Curitiba, v.9, n.3, p. 1-29, 2021b.
CHAIB, Fernando Martins de Castro.; SANTOS, Douglas Rafael dos.; LEANDRO, Charles Augusto Braga. Exploração tímbrica no water-gong: realização de análises sonoras em modelos diversos. Revista Música Hodie, v.19: e5468. 2019.
CIOCIOLA, Frederico. Projeto de construção de uma marimba. Relatório PIBIC. Departamento de Música. Universidade Federal de São João del Rey. 2019.
DYORMAN, Bruno. Entrevista por WhatsApp. Belo Horizonte. 15 de abr. de 2025.
FELDMAN, Morton. King of Denmark. Partitura. Nova Iorque: Editions Peters. 1965.
FERNANDO, Edson; SANTOS, Bruno. Construção de Marimba de Vidro. Relatório Final PIBIC. Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. 2004.
FERNEYHOUGH, Bryan. Bone Alphabet. Partitura. Nova Iorque: Peters Edition. 1991.
GIANESELLA, Eduardo Flores. A evolução da percussão e os novos desafios para percussionistas: ecletismo ou especialização. Per Musi. Belo Horizonte. v.24. Sessão Temática RePercussões. e232414. 2023. DOI: https://doi.org/10.35699/2317-6377.2023.47851 . 20023.
GIANESELLA, Eduardo Flores. Obras que inovam no uso dos ritmos e/ou instrumentos de percussão típicos brasileiros. In: Percussão orquestral brasileira: problemas editoriais e interpretativos [online]. São Paulo: Editora UNESP, 2012, pp. 87-105. ISBN: 978- 85-393-0358-8. https://doi.org/10.7476/9786557144930.0004
GUERRA-PEIXE, César. Museu na Inconfidência. Partitura. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Música. 1972.
HENRIQUE, Luís L. Acústica Musical. 2ª edição. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 2007.
ISHII, Maki. Thirteen Drums for percussion solo. Partitura. Celle: Moeck Edition. 1985.
JOLIVET, André. Cérémonial. Partitura. Paris: Gerard Billaudot. 1970.
LACHENMANN, Helmut. Interieur I. Partitura. Munique: Edition Modern. 1967.
MANTOVANI, Bruno. Le Grand Jeu. Partitura. Paris: Lemoine. 1999.
NEXUS. Changes. LP. Canada: Nexus. 1982.
OLIVEIRA, Francisco Abreu Pereira de. Entrevista por WhatsApp. Brasília. 25 abr. de 2025.
PÚBLICO. Um dos mais antigos instrumentos de sopro é um búzio com 18 mil anos. Disponível em https://www.publico.pt/2021/02/12/ciencia/noticia/antigos-instrumentos-sopro-buzio-18-mil-anos-1950211 . Acessado em 20 de junho de 2025.
REED, Brett. Building a Set of Sixxen. Percussive notes, Michigan, vol. 41, n. 3, p. 48-50, 2006.
RIBEIRO, Arthur Andrés. UAKTI: um estudo sobre a construção de novos instrumentos musicais acústicos. Belo Horizonte: C/Arte. 2004.
SOARES, Filipe; ANTUNES, José; DEBUT, Vicent. Tuning of bending and torsional modes of bars used in mallet percussion instruments. The Journal of the Acoustical Society of America. 150(4):2757-2769. DOI:10.1121/10.0006573 , pp. 2757-2869. outubro, 2021.
STASI, Carlos di. Entrevista por WhatsApp. São Paulo. 29 abr de 2025.
STASI, Carlos di. O Instrumento do “Diabo”. São Paulo: Editora UNESP. 2011.
STASI, Carlos di. Dimensões. Partitura. São Paulo: edição manuscrita do autor. 1990.
STASI, Carlos di. Vento. Partitura. São Paulo: edição manuscrita do autor. 1990.
STOCKHAUSEN, Karlheinz. Zyklus Nr. 9. Partitura. Universal Edition. Viena. 1959.
SCHICK, Steven. The Percussionist’s Art: same bed, different dreams. Estados Unidos, University of Rochester Press. 2006.
SUITS, Bryan. Basic physics of xylophone and marimba bars. Am. J. Phys., Vol. 69, No. 7, pp. 743-750. julho 2001.
STENE, Hákon. This is Not a Drum. Towards a Post-Instrumental Practice. Presentation of reflections on the project Levinsalen, Norwegian Academy of Music, October 10, 2014.
TAIRA, Yoshihisha. Monodrame. Partitura. Paris: Transatlantique. 1986.
TAIRA, Yoshihisha. Dimorphie. Partitura. Paris: Transatlantique. 1981.
TAIRA, Yoshihisha. Hierophonie V. Partitura. Paris: Transatlantique. 1975.
WUORINEN, Charles. Janissary Music. Partitura. N.Y: Ed. Peters. 1967.
YOKEN, David. Interview with Iannis Xenakis. Percussive Notes, Michigan, v. 28, n. 3, p. 53-58, 1990.
XENAKIS, Iannis. Psappha. Partitura. Paris: Editions Salabert. 1976.
XENAKIS, Iannis. Rebounds. Partitura. Paris: Editions Salabert. 1987-1989.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Fernando Martins de Castro Chaib, Luis Bittencourt

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.