Literatura en la Escuela: algunas perspectivas teóricas y prácticas que contribuyen a la formación del lector literario
DOI:
https://doi.org/10.33871/22386084.2026.16.11677Palabras clave:
desarrollo lector, literatura, educación básica, enseñanza de la lengua portuguesaResumen
Este artículo analiza la formación del lector literario, articulando supuestos de la enseñanza de la literatura como práctica cultural, estética y social, con base en estudios de teorías de géneros discursivos relacionados con datos empíricos generados en una propuesta de lectura desarrollada con una clase de 4.º grado. El problema de investigación es: ¿Cómo puede la mediación pedagógica intencional, mediante estrategias de inferencia y conexión texto-texto, contribuir a la formación del lector literario en los primeros años de la escuela primaria, superando las prácticas centradas en la decodificación y la lectura de base estructuralista? Se problematiza la persistencia de modelos tradicionales centrados en la decodificación, el análisis estructural y la lectura utilitarista, que dificultan la participación y la autonomía interpretativa de los estudiantes. En contraste, se argumenta que la formación del lector literario requiere mediación pedagógica intencional capaz de crear necesidades de lectura en los niños y promover su inserción activa en las prácticas sociales del lenguaje. La propuesta analizada se centró en la obra Una Caperucita Roja, movilizando actitudes receptivas y activando las masas perceptivas de los estudiantes, favoreciendo la construcción de hipótesis interpretativas desde el primer contacto con el libro. Los resultados indican que los proyectos y estrategias que favorecen la participación del alumnado escolar contribuyen a la ampliación de sus repertorios culturales y al desarrollo de su pensamiento crítico. Se concluye que garantizar el derecho a literatura implica promover un entorno escolar donde la lectura se experimente como descubrimiento, interpretación del mundo y ejercicio de autonomía intelectual.
Descargas
Citas
ARENA, Dagoberto Buim. Nem hábito, nem gosto, nem prazer. In: MORTATTI, Maria do Rosário Longo (Org.). Atuação de professores: propostas para a ação reflexiva no ensino fundamental. Araraquara: JM, 2003. p.53-61.
BAHLOUL, Joëlle. Lecturas precárias: estúdio sociológico sobre los “poços lectores”. México: Fondo de Cultura Economica de España, 2002.
BAKHTIN, Mikhail Mikhailovich. Os gêneros do discurso. São Paulo: Editora 34, 2016.
BORDINI, Maria da Glória; AGUIAR, Vera Teixeira. Literatura: a formação do leitor: alternativas metodológicas. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1988.
CAVALLO, Guglielmo; CHARTIER, Roger (Orgs.). História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática, 2002.
CEIA, Carlos Francisco Mafra. A literatura ensina-se? Estudos de teoria literária. Lisboa: Edições Colibri, 1999.
CERUTTI-RIZZATTI, Mary Elizabeth. Ensino de língua portuguesa e inquietações teórico-metodológicas: os gêneros discursivos na aula de português e a aula (de português) como gênero discursivo. Alfa, São Paulo, v. 56, n.1. p. 249-269, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1981-57942012000100011. Acesso em: 20 jan. 2026.
CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. Brasília: Editora UNB, 1994.
CLARINDO, Cleber Barbosa da Silva. Atividade de estudo como fundamento do Desenvolvimento do pensamento teórico de crianças em idade escolar inicial. 151f. Dissertação (Mestrado em Educação). Faculdade de Filosofia e Ciências –UNESP, Marília, 2015.
FOUCAMBERT, Jean. A criança, o professor e a leitura. Porto Alegre: Artmed, 1997.
FOUCAMBERT, Jean. Modos de ser leitor: aprendizagem e ensino da leitura no ensino fundamental. Curitiba: UFPR, 2008.
GERALDI, João Wanderley (org.). O texto na sala de aula: leitura e produção. Cascavel: Assoeste, 1984.
GIROTTO, Cyntia Graziella Guizelim; SOUZA, Renata Junqueira. Estratégias de leitura: para ensinar os alunos a compreender o que leem. In: SOUZA, Renata Junqueira. (org.). Ler e compreender: estratégias de leitura. Campinas: Mercado da Letras, 2010. p.45-114.
JAKUBINSKI, Lev. Sobre a fala dialogal. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.
JAUSS, Hans Robert. A estética da recepção: colocações gerais. In: LIMA, Luiz Costa (org.) A literatura e o leitor: textos de estética da recepção. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
KEMPLERER, Victor. LTI – A linguagem do Terceiro Reich. Tradução de Miriam Bettina Paulina Oesler. São Paulo: Contraponto, 2009.
KOHLE, Érika Christina. Antigas práticas de leitura presentes na escola atual. Linha mestra, v. 10, n. 30, 2016. Disponível em: https://lm.alb.org.br/index.php/lm/article/view/618/578. Acesso em: 20 de nov. de 2025.
LERAY, Marjolaine. Uma Chapeuzinho Vermelho. Companhia das Letrinhas, 2012.
LYONS, Martyn. A história da leitura de Gutenberg a Bill Gates, Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 1999.
MANGUEL, Alberto. Uma História da Leitura. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Vol. I. São Paulo: Difel, 1985.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.
PETRUCCI, Armando. Ler por ler: um futuro para a leitura. In: CAVALLO, Guglielmo; CHARTIER, Roger (Org.). História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática, 1998. p.203-228.
WITTMANN, Reinhard. Existe uma revolução da leitura no final do século XVIII?. In: CAVALLO, Guglielmo; CHARTIER, Roger (Org.). História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática, 1998. p.135-164.
VIGOTSKI, Lev Semionovitch. A formação social da mente. O desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
VOLOCHINOV, Valentin. N. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Trad. Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova Américo. São Paulo: Editora 34, 2017.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Érika Christina Kohle

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.



