La escasez de docentes más allá de la ausencia de profesores: formación, trabajo e improvisación
DOI:
https://doi.org/10.33871/22386084.2026.16.11727Palabras clave:
docencia, formación docente, nivel de cualificación, carrera del magisterio de la educación básicaResumen
Este artículo analiza la relación entre la formación académica y la actuación profesional de los docentes de la Educación Básica II de la red pública estatal de Francisco Beltrão, en el suroeste de Paraná, con el fin de comprender en qué medida esta relación revela indicios del denominado apagón docente, aun sin registros oficiales de falta de profesores. Se parte del supuesto de que la escasez docente no se manifiesta solo de forma cuantitativa, sino también por fragilidades vinculadas a la formación, las condiciones de trabajo y la desvalorización de la carrera. Se trata de una investigación exploratoria, de enfoque cualitativo, fundamentada en la perspectiva crítico-dialéctica, que articula análisis bibliográfico, documental y datos empíricos recolectados con docentes en ejercicio. Para interpretar los datos, el estudio organiza el fenómeno en cuatro categorías analíticas: falta cuantitativa, improvisación, escasez oculta y contratos precarios. Los resultados muestran que, aunque no existan registros formales de falta de profesores, la realidad escolar revela una escasez oculta, expresada en la actuación de docentes fuera de su área de formación, en la presencia de profesores sin formación concluida, en la ampliación de contratos temporales y en la alta rotación docente. Se concluye que el apagón docente supera la dimensión cuantitativa y expresa la crisis del trabajo docente y la precarización de las condiciones de permanencia en la carrera.
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