“El bebé no entiende”: reflexiones sobre el discurso pedagógico en la guardería
DOI:
https://doi.org/10.33871/22386084.2026.16.11095Palabras clave:
bebés, guardería, maestros, rutinaResumen
Este estudio tiene como objetivo entrelazar relatos de experiencias vividas con bebés en centros de educación infantil, el discurso pedagógico de profesionales y las investigaciones contemporáneas sobre los saberes del bebé. A partir de la afirmación recurrente de que el bebé “no entiende” —ampliamente presente entre profesionales, estudiantes de Pedagogía y su entorno— se busca problematizar en qué medida tal concepción revela vacíos en la formación docente y fragilidades en el discurso pedagógico vigente. Se investiga cómo la negación de los saberes del bebé incide sobre las prácticas educativas y sobre el modo en que se constituye la relación entre adulto y bebé en el cotidiano institucional. La investigación se fundamenta en el análisis de experiencias en instituciones de Educación Infantil, articuladas con estudios recientes que evidencian al bebé como sujeto de lenguaje, bajo una perspectiva que reconoce la importancia de la escucha, la acogida y las interacciones en la constitución psíquica y social. El trabajo se estructura a partir de aspectos del cotidiano, como la alimentación, el sueño, el cambio de pañales e higiene, e intercambios y juegos, comprendidos como espacios potentes de comunicación y reconocimiento de la subjetividade. A lo largo del artículo, se entrelazan observaciones del diario de campo de una de las autoras, evidenciando encuentros y desencuentros en la relación docente-bebé. Estas situaciones se analizan a la luz de la noción de lenguaje multimodal, buscando comprender cómo el espacio educativo puede favorecer la escucha de la singularidad o, al contrario, reproducir prácticas normativas que silencian formas propias de expresión.
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