Literatura na Escola: algumas perspectivas teórico-práticas que contribuem para a formação do leitor literário

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/22386084.2026.16.11677

Palavras-chave:

formação do leitor, literatura, educação básica, ensino de língua portuguesa

Resumo

O presente artigo analisa a formação do leitor literário, articulando pressupostos do ensino de literatura como prática cultural, estética e social, a partir dos estudos das teorias dos gêneros discursivos relacionados aos dados empíricos gerados em uma proposta de leitura desenvolvida com uma turma de 4º ano. A partir do problema da pesquisa: Como a mediação pedagógica intencional, por meio das estratégias de inferência e de conexão texto-texto, pode contribuir para a formação do leitor literário nos anos iniciais do Ensino Fundamental, superando práticas centradas na decodificação e na leitura com base estruturalista? Problematiza-se a permanência de modelos tradicionais centrados na decodificação, na análise estrutural e na leitura utilitária, os quais dificultam o engajamento e a autonomia interpretativa dos estudantes. Em contraposição, defende-se que a formação do leitor literário exige mediação pedagógica intencional, capaz de criar necessidades de leitura nas crianças e de promover sua inserção ativa nas práticas sociais de linguagem. A proposta analisada tomou como objeto a obra Uma Chapeuzinho Vermelho, mobilizando atitudes responsivas e ativando das massas aperceptivas dos escolares, favorecendo a construção de hipóteses interpretativas desde o primeiro contato com o livro. Os resultados apontam que projetos e estratégias que favorecem a participação ativa dos estudantes escolares contribuem para a ampliação de seus repertórios culturais e para o desenvolvimento dos seus pensamentos críticos. Conclui-se que garantir o direito à literatura implica promover na escola um ambiente em que a leitura seja vivida como descoberta, interpretação do mundo e exercício de autonomia intelectual.

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Biografia do Autor

Érika Christina Kohle, Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Diretora de Escola de Educação Infantil do Município de Marília, professora da Educação Básica II da Rede Estudual de São Paulo. Doutora (2022) e mestra (2016) em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho. Concluiu Estágio de Pós-Doutorado (2025) pela Fundação Carlos Chagas na linha de pesquisa - Educação e Infância: políticas e práticas. Licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Marília -2014), licenciada em Letras Português/Alemão pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Assis- 2002) e em Letras Português/inglês pela Universidade Cruzeiro do Sul (2021), especialista em Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp (2012). Participa desde 2011 do Grupo de Pesquisa Processos de leitura e de escrita: apropriação e objetivação, desde 2015 do Grupo de Pesquisa Implicações Pedagógicas da Teoria Histórico-Cultural e desde 2019 do Grupo de Pesquisa Especificidades da Docência na Educação Infantil, todos pertencentes ao Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia e Ciências - Unesp- Campus de Marília.

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Publicado

2026-02-27

Como Citar

KOHLE, Érika Christina. Literatura na Escola: algumas perspectivas teórico-práticas que contribuem para a formação do leitor literário. Revista Educação e Linguagens, Campo Mourão, v. 16, p. 1–20, 2026. DOI: 10.33871/22386084.2026.16.11677. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/revistaeduclings/article/view/11677. Acesso em: 27 fev. 2026.