Special classes in Brazil

between the inclusive perspective and school segregation

Authors

DOI:

https://doi.org/10.33871/rpem.2026.15.37.11869

Abstract

Inclusive education aims to promote the schooling of all students in regular classrooms with greater equity, with a particular focus on those who are part of the special education population — students with disabilities, those with autism spectrum disorder, and those with high abilities or giftedness — in accordance with the guidelines of the Brazilian educational system, especially those defined in the National Policy on Special Education from the Perspective of Inclusive Education. However, the continued existence of special classes highlights a disconnect between current inclusion policies and their implementation in schools. This study aims to investigate aspects highlighted by research in the Brazilian context regarding the persistence of special classes, promoting a critical reflection on current educational legislation and its implications for the realization of the right to education for all. To this end, a qualitative bibliographic research approach was adopted, based on a corpus comprising 14 dissertations and theses published in the repositories of the Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations (BDTD) and the CAPES Thesis and Dissertation Catalog. The results indicate that, although they offer a differentiated pedagogical environment for certain student profiles, special classes also reinforce segregation, hindering the realization of school inclusion beyond these spaces. It is concluded that overcoming the dilemma of maintaining special classes during a period of growing emphasis on an inclusive perspective requires more consistent discussions regarding the curriculum, as well as investments in teacher training and school infrastructure, thereby fostering an increasingly inclusive and accessible education for more students.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Teófila Pricila Klepa Rodrigues, Universidade Estadual do Paraná

Possui graduação em PEDAGOGIA pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (2003), Especialização em PEDAGOGIA ESCOLAR pela Faculdade Internacional de Curitiba e especialização em NEUROPSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA pela Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí. Mestrado em Educação Matemática pela Unespar. Atuou como Diretora da Escola Municipal Darci Ribeiro, como professora colaboradora na Unespar - campus de Campo Mourão e também como professora pelo Centro Sul-Brasileiro de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação. É mestre em Educação Matemática - PRPGEM.

Fábio Alexandre Borges, Universidade Estadual de Maringá

Possui graduação em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Estadual de Maringá (2002). Graduação em Licenciatura em Letras pelo Centro Universitário Cidade Verde (2026). Mestrado (2006) e Doutorado (2013) em Educação Para a Ciência e a Matemática pela Universidade Estadual de Maringá. Realizou estágio de pós-doutoramento na Universidade Estadual de Londrina (2018-2019). Bolsista Produtividade período 2025-2027 na modalidade A pela Fundação Araucária. É professor Associado da Universidade Estadual de Maringá desde 2023, nos cursos de: Licenciatura em Matemática, Programa de Pós-graduação em Educação para a Ciência e a Matemática e Mestrado Profissional em Educação Inclusiva. É Professor no Programa de Pós-graduação em Educação Matemática da Universidade Estadual do Paraná. Foi docente da Universidade Estadual do Paraná entre 2008 e 2023. Compôs a Diretoria Nacional da Sociedade Brasileira de Educação Matemática como segundo secretário na gestão 2022-2025. Foi editor da Revista Paranaense de Educação Matemática desde a sua criação no ano de 2012 até o ano de 2023. Foi editor do Periódico Educação Matemática em Revista (2022-2025), da SBEM. Foi Diretor de Ensino da Universidade Estadual do Paraná (2017-2019). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Surdez e Ensino de Matemática. Membro co-fundador do Grupo 13 da SBEM (Diferença, Inclusão e Educação Matemática). Membro do Comitê Assessor de Área da Fundação Araucária em Ciências Humanas, na gestão de 2020/2024. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Especial, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Matemática Inclusiva, Ensino de Matemática para surdos e Formação docente em uma perspectiva inclusiva. Tem parcerias com pesquisadores da PUC-SP, UFRJ, IFES, UNIFESSPA, UEL, UESC-BA, Unioeste e UFPA. É revisor de 15 periódicos científicos brasileiros que publicam investigações em Educação Matemática.

References

ALMEIDA, E. R. de S. A formação de professores de classes especiais para o uso do computador: do discurso dito ao discurso vivido. 2003. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2003.

AZEVEDO, P. Currículo funcional natural: uma proposta inclusiva para as classes especiais de Magé/RJ. Rio de Janeiro: Editora Educacional, 2020.

BÄUML, D. M. Alfabetização: teoria e prática pedagógica com educandos de classe especial em escola regular – deficiência mental. 2001. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2001.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: MEC, 1996.

BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF: MEC/SEESP, 2008.

BRASIL. Decreto nº 12.686, de 20 de outubro de 2025. Institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva. Brasília, DF: Presidência da República, 2025. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2025/decreto-12686-20-outubro-2025-798166-publicacaooriginal-176779-pe.html. Acesso em: 12 maio 2026.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Censo Escolar da Educação Básica 2025: notas estatísticas. Brasília, DF: Inep, 2026. Disponível em: https://download.inep.gov.br/publicacoes/institucionais/estatisticas_e_indicadores/notas_estatisticas_censo_escolar_da_educacao_basica_2025.pdf. Acesso em: 12 maio 2026.

CAROLINO, M. da S. Mediação docente na educação física em classes especiais do Distrito Federal: experiências de aprendizagem para alunas com transtorno do espectro autista (TEA). 2023. Dissertação (Mestrado em Educação Física) – Universidade de Brasília, Brasília, 2023.

COSTA, A. Educação bilíngue e identidade surda: desafios da inclusão escolar. São Paulo: Editora Universitária, 2020.

DANTAS, M. M. Práticas cotidianas de ensino da língua escrita em classe especial para surdos. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2006.

FEIJÓ, G. de O. Classe especial: os desafios dos professores de educação física para a inclusão de alunos com condutas típicas. 2011. Dissertação (Mestrado em Educação Física) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2011.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

LEITE, L. P. A intervenção reflexiva como instrumento de formação continuada do educador: um estudo em classe especial. 2003. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual Paulista, Marília, 2003.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna, 2006.

MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 9. ed. São Paulo: Hucitec, 2001.

RODRIGUES, M. A função social das classes especiais para deficientes mentais numa perspectiva crítica de inclusão escolar. São Paulo: Editora Universitária, 2006.

ROSA, M. P. Classes especiais: espaços pedagógicos especializados em tempos de inclusão escolar. Porto Alegre: Editora Acadêmica, 2016.

SANTOS, M. A inclusão de alunos com deficiência intelectual e os desafios do ensino regular. Rio de Janeiro: Editora Acadêmica, 2006.

SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.

SOARES, I. O. Manual para planejamento e aplicação de atividade pedagógica em arte-educação para estudantes adultos com deficiência intelectual: valorizando a classe especial. 2016. Dissertação (Mestrado em Educação Especial) – Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2016.

SOUZA SANTOS, J. A formação docente e o impacto da inclusão: um estudo sobre práticas pedagógicas em classes especiais. Curitiba: Editora Pedagógica, 2008.

UNESCO. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília, DF: CORDE, 1994.

VASCURADO, A. As classes especiais na escola regular sob a ótica da educação inclusiva: o caso do CIEP Maestro Heitor Villa Lobos. Rio de Janeiro: Editora Pedagógica, 2021.

Published

2026-09-01

How to Cite

Rodrigues, T. P. K., & Borges, F. A. (2026). Special classes in Brazil: between the inclusive perspective and school segregation. Revista Paranaense De Educação Matemática, 15(37), 01–25. https://doi.org/10.33871/rpem.2026.15.37.11869