Entre Dificuldades e Transtornos

a subnotificação da Discalculia e o desafio da Educação Matemática Inclusiva

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/rpem.2026.15.37.11904

Resumo

Este estudo qualitativo e documental objetivou identificar a presença de estudantes com Discalculia, matriculados nos anos finais do Ensino Fundamental, em uma instituição pública estadual no noroeste do Paraná. A coleta de dados ocorreu entre os anos de 2023 e 2024 e compreendeu a análise documental de 76 registros de matrícula vinculados à Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), além de laudos e Planos Educacionais Individuais. A fundamentação teórica pautou-se nas normativas da educação inclusiva brasileira e em estudos específicos sobre discalculia. Os resultados revelaram a ausência de diagnósticos formais de discalculia na instituição e evidenciam uma lacuna na identificação desses casos. A análise dos prontuários revelou que o termo Dificuldade de Aprendizagem (DA) tem sido utilizado nesses laudos como uma categoria guarda-chuva, sem a especificação do subtipo do transtorno (como dislexia, disortografia ou discalculia). Ao não discriminar a natureza específica do transtorno, o laudo médico acaba por invisibilizar a Discalculia (transtorno em matemática), fazendo com que estudantes que poderiam ter esse transtorno específico não recebessem as intervenções focadas no processamento numérico que a literatura preconiza, ficando a mercê de uma ótica generalista. Contudo, a análise permitiu identificar outras especificidades dos estudantes atendidos na SRM, como Dislexia, Deficiência Intelectual, TDAH, Síndrome de Noonan, Síndrome de DiGeorge e Transtorno do Espectro Autista (TEA). O estudo ressalta a urgência de pesquisas adicionais sobre Discalculia no contexto educacional.

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Biografia do Autor

Daniele Maria Bordini Fecchio, Secretaria do Estado da Educaçãodo Paraná

Possui graduação em Programa Especial de Formação Pedagógica - Arte Educação pela Faculdade Integrada da Grande Fortaleza (2008), graduação em CIÊNCIAS MATEMÁTICA pela Universidade Paranaense (2002) e mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (2020). Atualmente é professora - Colégio Estadual Igléa Grollmann - EFM e professora - Colégio Estadual Igléa Grollmann - EFM. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: alfabetização, educação inclusiva, discalculia, educação matemática e dificuldades de aprendizagem.

Roberta D'Angela Menduni-Bortoloti, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Possui Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal do Espírito Santo (1999), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (2003) e doutorado em Educação pela Universidade Federal da Bahia (2016). Desde 2005, é professora em regime de dedicação exclusiva no Departamento de Ciência Exatas e Tecnológicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Atua como professora no Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEn/UESB). Tem experiência na área de Educação Matemática, cujas pesquisas são em Psicologia da Educação Matemática, Alfabetização Matemática, Análise de Erros, Matemática para o Ensino e grupos colaborativos. Atua na formação de professores que ensinam matemática. Atualmente tem coordenado o grupo de pesquisa PRACOMAT - Práticas Colaborativas em Matemática com objetivo de melhoria do ensino e da aprendizagem em matemática. Este grupo se apresenta em três frentes de pesquisa: 1) o Lesson Study e suas potencialidades; 2) reaprender matemática quando lidamos com a Educação Especial (Discalculia) na perspectiva da Inclusão e 3) Matemática para o Ensino. Desde 2019 está coordenando o projeto de pesquisa "Professores da Universidade e da Educação básica colaborando com o ensino de matemática", aprovado pelo CNPq.

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Publicado

01-09-2026

Como Citar

Fecchio, D. M. B., & Menduni-Bortoloti, R. D. (2026). Entre Dificuldades e Transtornos: a subnotificação da Discalculia e o desafio da Educação Matemática Inclusiva. Revista Paranaense De Educação Matemática, 15(37), 01–16. https://doi.org/10.33871/rpem.2026.15.37.11904