Um pixel morreu e chorei:
Hiper-realidade emocional em Logan (2017) e The Last of Us Part II (2020)
DOI:
https://doi.org/10.33871/21750769.2026.22.1.10339Palavras-chave:
Hiper-realidade, Imersão Emocional, Suspensão de Descrença, Narrativa Cinematográfica, Jogos EletrônicosResumo
Este estudo busca explorar como determinados elementos da linguagem cinematográfica são apropriados pelos jogos eletrônicos e potencializam uma experiência emocional engajante para o espectador ou jogador. Para tanto, serão analisados dois momentos em duas obras: a morte de Logan, no filme Logan (James Mangold, 2017), e a morte de Joel no jogo eletrônico The Last of Us Part II (Naughty Dog, 2020). Serão observados os recursos formais da linguagem cinematográfica que sustentam este envolvimento emocional nestas duas obras, em diálogo com três conceitos teóricos. O primeiro é a “ilusão de realidade”, a partir da leitura de Siegfried Kracauer na obra de Andrew Tudor (1985), elemento necessário para envolver o espectador. O segundo é o conceito de “suspensão voluntária de descrença”, de Samuel Taylor Coleridge (2014), fenômeno que facilita a aceitação dos eventos e personagens ignorando a sua ficção. Por fim, sob a ótica de Jean Baudrillard (1991), o conceito de hiper-realidade será também considerado, conceito útil para observar como os elementos formais de linguagem das obras geram uma condição hiper-real, na qual o engajamento emocional a partir de uma experiência mais genuína se estabelece.
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