Fazer a cidade:
Prenúncios de um eu-outro-mundo
DOI:
https://doi.org/10.33871/21750769.2026.22.1.11988Palavras-chave:
Intervenção Urbana, Arte Relacional, PerformanceResumo
Nessa pesquisa foram investigadas maneiras como a arte (mais especificamente a intervenção urbana) pode servir de mediadora para a apropriação de espaços públicos e de passagem pelos indivíduos que os compõem, criando possibilidades que extrapolam as concepções prévias utilitaristas e os tornando mais do que suporte para a vida, parte significativa dela. Aliando prática e teoria foi desenvolvida uma ação de intervenção urbana, denominada Confidências no Ônibus (2023), que buscava alterar a relação dos pesquisadores e daqueles que participassem dela com a cidade, em especial com o transporte coletivo, ambiente no qual a ação foi realizada. Para tal, a pesquisa contou com aporte teórico de diferentes áreas do conhecimento, em destaque a arte (Bourriaud, 2009; Certeau, 1998; Fabião, 2009, 2015; Jacques, 2003) e a psicologia (Abreu, 1992; Hillman, 1993; Moreno, 2016; Romano, 2011), na busca de um saber indisciplinar construído coletivamente a partir de um grupo de estudos, o Saber entre Afetos, que contava com artistas e psicólogos, em sua maioria psicodramatistas que também estão em contato com a arte. É discutida aqui a relação do passageiro com o transporte público, a qual os pesquisadores notam ser perpassada por aquilo que chamam de presencialidade diluída, marcada pelo automatismo e falta de disponibilidade, e os dispositivos para adensar essa presença. A pesquisa parte de dualidades como atividade e passividade, individual e coletivo, objetivo e subjetivo e vai borrando essas barreiras, criando territórios de habitação no entre, entendendo o transporte coletivo como um desses espaços que estão no meio, mas não por isso devem ser desconsiderados.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 O Mosaico

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Os autores detém os direitos autorais, ao licenciar sua produção na Revista O Mosaico/FAP, que está licenciada sob uma licença Creative Commons. Ao enviar o trabalho,e mediante o aceite, o autor cede seus direitos autorais para a publicação na revista. Osleitores podem transferir, imprimir e utilizar os artigos publicados na revista, desde que hajasempre menção explícita ao(s) autor (es) e à Revista O Mosaico/FAP não sendo permitidaqualquer alteração no trabalho original. Ao submeter um artigo à Revista O Mosaico/FAP e após seu aceite para publicação os autores permitem, sem remuneração, passar osseguintes direitos à Revista: os direitos de primeira edição e a autorização para que aequipe editorial repasse, conforme seu julgamento, esse artigo e seus meta dados aosserviços de indexação e referência.