PRINCESAS PARA VENDER

Estética e Capitalização na Marca Disney

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/sensorium.2026.13.11647

Palavras-chave:

Disney, Princesas, Feminilidade, Mercadoria

Resumo

Ao longo de sua história centenária, a Walt Disney construiu uma constelação de personagens femininas conhecidas como “Princesas Disney”, que representam diferentes modelos de feminilidade de acordo com os valores socioculturais de suas épocas. Estas figuras animadas transcendem o entretenimento, integrando estratégias mercadológicas que ampliam sua circulação simbólica e material. A partir da análise da construção dessas personagens, de suas transformações ao longo das décadas e da criação da franquia Disney Princesas – com destaque para sua presença em filmes, produtos licenciados e campanhas publicitárias –, este artigo investiga como tais figuras atuam na normatização de padrões de beleza e feminilidade. Para isso, examina-se o papel da Disney na produção e comercialização dessas imagens, incluindo a criação de produtos como roupas, brinquedos e cosméticos, que reforçam ideais de gênero associados à marca. A abordagem articula estudos culturais, teoria de gênero e análise de discurso midiático.

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Biografia do Autor

Juliana Avila Pereira, Universidade Federal de Pelotas

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em História na Universidade Federal de Pelotas – UFPel. Especialista em Educação pela mesma instituição. Coordenadora e educadora de História no Pré-Universitário Popular Quinta Superação, vinculado ao Programa de Auxílio ao Ingresso nos Ensinos Técnicos e Superior (PAIETS/FURG). Integrante do Polo Interdisciplinar de Estudos do Medievo e da Antiguidade (POIEMA). Atua na área de História, com ênfase em Estudos de Gênero, Estudos Femininos, Cultura Visual e Cinema. Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. 

Daniele Gallindo-Gonçalves, Universidade Federal de Pelotas

Professora Associada da Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul. Doutora em Germanistk/Ältere Deutsche Literatur (Germanística/Literatura Alemã Antiga) pela Otto-Friedrich-Universität Bamberg (2011). Coordena o Polo Interdisciplinar de Estudos do Medievo e da Antiguidade (POIEMA) e é membro do Zentrum für Mittelalterstudien (Zemas) da Otto-Friedrich-Universität Bamberg. Atua no Programa de Pós-Gradução em História (PPGH) da Universidade Federal de Pelotas.

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Publicado

2026-04-04

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Artigos