O SIMULACRO COMO OPERAÇÃO DA MATERIALIDADE EXPANDIDA
Regimes ‘Outros’ de Discursividade e Visibilidade na Performance Latino-Americana
DOI:
https://doi.org/10.33871/sensorium.2026.13.12063Palavras-chave:
Latin American performance, Expanded materiality, Simulacrum, Coloniality of gender, Scopic regimeResumo
Este artículo analiza cómo ciertas performances latinoamericanas contemporáneas —en particular la obra de Daniela Bertolini O'R— se reapropian de forma crítica del cuerpo femenino, históricamente disciplinado por parámetros masculinos, blancos y heterosexuales.
A partir da análise dos vídeo-performances Dios te salve (2024), Pegado a la piel (2025) e Dulce espera (2026), propõe-se compreender o simulacro não como representação, mas como uma operação de materialidade expandida que ativa o corpo como dispositivo de enunciação não discursiva. Essas práticas não reproduzem a realidade, mas produzem deslocamentos nos modos de ver e de perceber, colocando em crise identidades fixas como a branquitude, a feminilidade e a maternidade.
A partir de uma abordagem que articula feminismo decolonial, estudos da performance e teoria crítica da imagem, o artigo sustenta que essas obras desestabilizam os regimes hegemônicos de visibilidade ao inscrever a violência colonial, patriarcal e racial no corpo, transformando-a em experiência sensível. Desse modo, a performance se configura como uma prática que não apenas denuncia a violência, mas também produz formas encarnadas de conhecimento e abre outras possibilidades de existência política.
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