EDUCAÇÃO, AFETOS E EMANCIPAÇÃO
contribuições da filosofia de Spinoza para uma pedagogia da potência no contexto contemporâneo
DOI:
https://doi.org/10.33871/27639657.2026.6.1.11496Palavras-chave:
educação; Spinoza; afetos; emancipação; pedagogia da potência.Resumo
Este artigo desenvolve uma análise teórico-crítica das contribuições da filosofia de Baruch de Spinoza para o pensamento educacional contemporâneo, tomando como eixo central as categorias de potência, afeto, conatus e liberdade. Partindo da constatação de que Spinoza não elaborou uma pedagogia sistemática, argumenta-se que sua obra oferece fundamentos conceituais robustos para uma compreensão da educação como prática ético-política imanente, orientada à emancipação intelectual e à ampliação da capacidade de agir dos sujeitos. O texto problematiza as limitações das pedagogias normativas, disciplinares e tecnocráticas, articulando a crítica spinozana à moralidade transcendente com debates atuais sobre desigualdades educacionais, justiça social e políticas públicas. Sustenta-se que uma pedagogia da potência, inspirada em Spinoza, desloca o foco da instrução instrumental para a produção de afetos ativos, a cooperação intelectual e a constituição de sujeitos autônomos. Conclui-se que a atualidade crítica do pensamento spinozano reside em sua capacidade de articular ética, política e educação, oferecendo subsídios teóricos para a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a liberdade, a equidade e a emancipação coletiva.
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Referências
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