A perspectiva geométrica como ferramenta na prática da orientação e mobilidade por pessoas com baixa visão
DOI:
https://doi.org/10.33871/rpem.2026.15.37.11870Resumo
O estudo, de natureza qualitativa, fundamenta-se em uma revisão bibliográfica e documental e na estruturação de uma proposição didática voltada às interfaces entre Orientação e Mobilidade (OM), baixa visão e ensino de Matemática, com foco na autonomia e leitura espacial de estudantes com deficiência visual. O objetivo é analisar como o conceito de perspectiva geométrica, abrangendo localização, direção, escala e profundidade, contribui para o desenvolvimento de habilidades de OM por estudantes com baixa visão. A metodologia consiste no desenvolvimento de uma sequência didática baseada na narrativa "A Bruxa Salomé", utilizada para contextualizar a transição do pensamento tridimensional para o bidimensional, articulando a exploração de sólidos geométricos, pontos de fuga e mapas táteis de trajetos reais (escola/residência). A partir da análise teórica da proposta, os resultados destacam a importância do trabalho colaborativo entre o professor de Matemática e o profissional do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Enquanto o primeiro sistematiza os conceitos, o segundo instrumentaliza sua aplicação em técnicas de OM, identificando lacunas e consolidando o aprendizado por meio de estímulos multissensoriais (táteis, auditivos e olfativos). Conclui-se que a integração entre corpo, movimento e geometria, conforme estruturado na proposta, pode contribuir para o rompimento da fragmentação do conhecimento, transformando a Matemática em uma ferramenta prática de orientação espacial que promove autoconfiança, a independência e a inclusão social e educacional de estudantes com baixa visão.
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