Ações afirmativas na pós-graduação stricto sensu: um estudo documental em três instituições de Pernambuco

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/nupem.2026.18.43.10026

Palavras-chave:

Políticas afirmativas, pós-graduação stricto sensu, Pernambuco, acesso, permanência

Resumo

O presente artigo apresenta análises de cunho documental de duas universidades federais de Pernambuco e os sentidos que decorrem da ausência de um marco regulatório sobre as Políticas de Ações Afirmativas (PAAF) nas pós-graduações. Tem-se como objetivo analisar quais apontamentos e aspectos podem ser problematizados no âmbito das universidades tendo apresentado a adoção de políticas e de ações afirmativas no stricto sensu. A metodologia utilizada, de abordagem qualitativa, é construída a partir da análise de conteúdo (Bardin, 1977). Destaca-se o modo pelo qual as políticas institucionais em questão modificam a imagem dos sujeitos nas pós-graduações, as contradições com as quais convivem e os limites institucionais para a garantia do acesso e permanência.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Fontes

IFPE. Resolução n. 46/2017. Aprova a política Institucional de ações afirmativas nos Programas de Pós-Graduação do IFPE. Recife: IFPE, 29 dez. 2017.

UFPE. Resolução n. 17/2021. Institui política de ações afirmativas na pós-graduação stricto sensu da. Universidade Federal de Pernambuco. Recife: UFPE, 2021.

UFRPE. Resolução n. 048/2018. Dispõe sobre política de ações afirmativas para negros (pretos e pardos), indígenas, pessoas com deficiência ou pessoas trans na Pós-Graduação Stricto sensu na UFRPE. Recife: UFRPE, 2018.

UFRPE. Resolução n. 444/2022. Dispõe sobre a política de ações afirmativas para pessoas negras (pretas e pardas), indígenas, pessoas com deficiência e trans na Pós-Graduação Stricto sensu e Lato sensu da Universidade Federal Rural de Pernambuco e dá outras providências. Recife: UFRPE, 17 maio 2022.

UNIVASF. Resolução n. 24/2019. Estabelece procedimentos sobre política de ações afirmativas na pós-graduação da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Petrolina: Univasf, 09 ago. 2019.

UPE. Resolução CONSUN n. 020/2023. Estabelece Sistema Especial de Vagas para Estudantes Egressos(as) de Escolas Públicas das Unidades de Educação que compõem a Universidade de Pernambuco. Recife: UPE, 2023.

Referências

AMORIM, Joana Dark de; CARDOSO, Fernando da Silva. Acesso e permanência de alunos(as) cotistas em programas de pós-graduação stricto sensu: estado da arte das pesquisas no Brasil. Cuadernos de Educación y Desarrollo, v. 15, n. 2, p. 2.019-2.037, 2023

ARROYO, Miguel Gonzalez. Políticas educacionais e desigualdades: à procura de novos significados. Educação & Sociedade, v. 31, p. 1.381-1.416, 2010.

BALL, Stephen John; MAGUIRE, Meg; BRAUN, Annette. Como as escolas fazem as políticas: atuação em escolas secundárias. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2021.

BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. São Paulo: Martins Fontes, 1977.

BRASIL. Portaria Normativa n. 13, de 11 de maio de 2016. Dispõe sobre a indução de Ações Afirmativas na Pós-Graduação, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 12 maio 2016.

CAMPOS, Maria Bernadete Leal et al. Política de Inclusão Social da Universidade de Pernambuco: sob o olhar dos alunos cotistas. In: Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste. Anais... Recife: CISO, 2009, p. 1-17.

CHAUÍ, Marilena de Souza. Escritos sobre a universidade. São Paulo: Editora Unesp, 2001.

COLLINS, Patricia Hill; BILGE, Sirma. Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo, 2021.

COUTO, Lucas Manoel da Silva; CARDOSO, Fernando da Silva. Acesso e permanência no ensino superior: o caso de estudantes cotistas do curso de Direito da Universidade de Pernambuco, Campus Arcoverde. In: Encontro de Pesquisa Educacional em Pernambuco. Anais... Recife: Epepe, 2021, p. 4.568-4.588.

COUTO, Lucas Manoel da Silva; CARDOSO, Fernando da Silva. Implementação da Lei de Cotas na Educação Superior do Brasil. Múltiplos Acessos, v. 8, n. 1, p. 89-114, 2023.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Kafka: por uma literatura menor. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003.

GALLO, Silvio. Deleuze & a educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.

HAAS, Celia Maria; LINHARES, Milton. Políticas públicas de ações afirmativas para ingresso na Educação Superior se justificam no Brasil? Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 93, n. 235, p. 836-863, 2012.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013.

LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marili Eliza Dalmazo Afonso de. Pesquisa em educação: abordagem qualitativa. São Paulo: EPU, 1986.

MAINARDES, Jefferson; FERREIRA, Márcia dos Santos; TELLO, César. Análise de políticas: fundamentos e principais debates teórico-metodológicos. In: BALL, Stephen; MAINARDES, Jefferson (Orgs.). Políticas educacionais: questões e dilemas. São Paulo: Cortez, 2011, p. 143-172.

SAVIANI, Dermeval. As teorias da educação e o problema da marginalidade na América Latina. Cadernos de pesquisa, n. 42, p. 8-18, 1982.

SECCHI, Leonardo. Análise de políticas públicas: diagnósticos de problemas, recomendações de soluções. São Paulo: Cengage Learning, 2016.

SILVA JÚNIOR, José Raimundo da; CARDOSO, Fernando da Silva; CARVALHO, Mário de Faria. Universidade e relações de gênero: narrativas sobre feminilidades e masculinidades na Educação Superior. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v. 18, p. e023138, 2023.

SKLIAR, Carlos. A invenção e a exclusão da alteridade “deficiente” a partir dos significados da normalidade. Educação & Realidade, v. 24, n. 2, p. 15-32, 2015.

Downloads

Publicado

2026-03-25