Submissões

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Condições para submissão

Como parte do processo de submissão, os autores são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores.
  • A contribuição é original, inédita, e não se trata de estado da arte ou revisão de literatura. Não está sendo avaliada para publicação por outra revista; caso contrário, deve-se justificar em “Comentários ao editor”.
  • O texto usa notas de rodapé para fins exclusivamente explicativos.
  • As figuras e tabelas estão inseridas no texto e não no final do documento.
  • Fontes documentais estão referenciadas ao final do trabalho, antecedendo as “Referências.
  • O texto segue os padrões de estilo e requisitos bibliográficos descritos em Diretrizes para Autores.
  • A identificação de autoria do trabalho foi removida do arquivo e da opção Propriedades no Word, garantindo, desta forma, o critério de sigilo exigido pela revista.
  • Participei da concepção do trabalho e torno pública minha responsabilidade pelo seu conteúdo. Não omiti quaisquer ligações ou acordos de financiamento entre os autores e companhias que possam ter interesse na publicação deste trabalho.
  • Declaro que o presente trabalho atende a todos os procedimentos éticos, nos termos das Resoluções do Conselho Nacional de Saúde, quando for o caso.
  • A Carta de Encaminhamento, preenchida com todos os dados solicitados, será enviada em Transferência do Manuscrito, junto à submissão do texto a ser avaliado. O encaminhamento da carta é condição necessária para dar sequência no processo de avaliação.
  • Todos os metadados do sistema da revista foram preenchidos, zelando pela completude das informações de todos os autores, incluindo o ORCID.
  • Todos os autores devem ter cadastro ORCID, disponível gratuitamente em: http://orcid.org.
  • Em caso de aceitação deste manuscrito, os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista NUPEM o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License, que permite o compartilhamento do manuscrito com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.

Diretrizes para Autores

Última atualização em: 21 de agosto de 2025

1. A Revista NUPEM é uma publicação quadrimestral vinculada ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar Sociedade e Desenvolvimento da Universidade Estadual do Paraná (PPGSeD/Unespar), e recebe manuscritos voltados para a área Sociais e Humanidades. Publica dossiês e artigos em fluxo contínuo em conformidade à política editorial do periódico. Não há cobrança de taxa de submissão aos autores.

2. Eventuais violações éticas serão discutidas pela Comissão Editorial do periódico. A Revista NUPEM segue o código de conduta ética em publicação recomendado pelo Commitee on Publication Ethics (COPE) (http://publicationethics.org) e as condutas de Boas Práticas de Editoração - Code of Conduct and Best Practice Guidelines for Journal Editors (http://publicationethics.org/resources/code-conduct).

3. A Revista NUPEM recebe artigos em português, inglês ou espanhol.

4. O conteúdo dos trabalhos cujos autores são identificados representa o ponto de vista dos próprios autores e não a posição oficial da Revista, do Conselho Editorial ou da Universidade Estadual do Paraná.

5. Na página da revista, o nome e sobrenome de todos os autores do artigo devem ser cadastrados. Em caso de mais de um autor, utilizar o botão “incluir autor”.

6. A Revista NUPEM aceita textos de autores com titulação de doutorado. Doutorandos, mestres ou mestrandos podem submeter textos, desde que em coautoria com doutores.

7. Trabalhos em coautoria representam a efetiva participação de todos os autores na concepção, no desenvolvimento e na escrita. O Conselho Editorial da Revista NUPEM reserva-se o direito de solicitar informações e recusar manuscritos cuja coautoria não seja adequadamente explicitada.

8. A publicação de qualquer trabalho está condicionada à aprovação prévia do Conselho Editorial da Revista NUPEM e ao atendimento das condições descritas nestas orientações. Cabe ao Conselho Editorial definir, a cada número da revista, os critérios para reunir os trabalhos já aprovados, observando data de submissão, localização geográfica e vinculação dos autores a Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu.

9. A proposta de dossiês poderá ser apresentada pelos organizadores à Revista NUPEM, cuja responsabilidade implicará na atuação durante o processo editorial (avaliação dos manuscritos, indicação de pareceristas, elaboração da apresentação, etc.). Após a aprovação, a composição e publicação do dossiê será definida pelo Conselho Editorial da revista, consultando os organizadores, observando critérios como aderência e relevância dos textos à proposta do dossiê, abrangência e atuação da autoria em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu.

10. Os textos submetidos aos dossiês, aprovados fora do prazo editorial do número a que se destina, poderão ser publicados em fluxo contínuo, caso a autoria tenha interesse.

11. O Conselho Editorial encaminhará aos pareceristas os manuscritos que considerar adequados à linha e aos critérios editoriais da revista. Os trabalhos serão submetidos a 2 avaliações externas e, se necessário, encaminhados para um terceiro consultor, no sistema blind peer review.

12. Os manuscritos serão avaliados pelos pareceristas quanto à relevância; originalidade; coerência entre objetivos, método, resultados e conclusões; contribuições ao campo da pesquisa; linguagem e normalização científica. A decisão final sobre a publicação ou não do manuscrito é sempre do Conselho Editorial.

13. A Revista NUPEM reserva-se o direito de não aceitar a submissão de textos que não estejam de acordo com sua linha editorial, bem como de não avaliar ou publicar trabalhos de mesma autoria em intervalos inferiores a um ano. A Revista só aceitará manuscritos inéditos, com sólida e articulada discussão teórico-metodológica. Não serão aceitas de revisão de literatura.

14. Após apreciação pelos pareceristas e Conselho Editorial, o manuscrito poderá ser aprovado para publicação, reprovado ou aceito com revisões. Neste último caso, será dado um prazo ao(s) autor(es) para a reformulação em conformidade ao parecer.

15. Em caso de aprovação para publicação, a Revista NUPEM permite-se introduzir alterações formais no texto, em conformidade aos critérios e normas operacionais internas. O texto será publicado conforme ordem e prioridade estabelecida pela Revista NUPEM.

16. O texto deve conter no máximo 10.000 palavras, incluindo resumo de até 150 palavras, de 3 a 5 palavras-chave e referências.

17. O texto deve ser digitado em Word for Windows, formato A4, fonte Arial, tamanho 11, espaçamento 1,5 e recuo de parágrafo 1,25. Deve ser adequado às orientações do template pré-formatado para submissão de trabalhos (clique aqui para baixar o arquivo).

18. O manuscrito deve ter um título em português, espanhol e inglês, e ser sucedido por um resumo nos três idiomas com até 150 palavras escritas em espaço simples. Ao final de cada resumo, devem constar de três a cinco palavras-chave nos três idiomas.

19. O nome do(s) autor(es) deve(m) ser omitido(s) no documento enviado para avaliação. Informações de identificação dos autores também devem ser retiradas das propriedades do DOCX. A identificação da autoria no manuscrito poderá justificar a recusa do trabalho pela comissão avaliadora.

20. Em Documentos Suplementares deve ser anexada Carta de Encaminhamento preenchida e assinada (clique aqui para baixar o arquivo).

21. Além da Declaração de Responsabilidade e do Termo de Cessão de Direitos Autorais, efetivados por meio da Carta de Encaminhamento, a Revista NUPEM utiliza a ferramenta CopySpider para auxiliar na política anti-plágio.

22. Gráficos, tabelas, ilustrações e figuras devem vir no corpo do texto, devidamente numeradas, identificadas e referenciadas. A gestão de dados de pesquisa é uma das práticas-chave da ciência e, portanto, os autores devem estar atentos às citações e referenciamento de todos os dados e qualquer outro tipo de material utilizado na pesquisa.

23. O arquivo completo do trabalho pode ter no máximo 5 MB.

24. Orientações gerais sobre a padronização dos trabalhos enviados:

  • TÍTULO deve ser centralizado, em letra maiúscula e em negrito, em português, espanhol e inglês;
  • RESUMO em um único parágrafo, espaçamento simples, de no máximo 150 palavras, acompanhadas de três a cinco palavras-chave, em português, espanhol e inglês;
  • CITAÇÕES no interior do texto devem observar a seguinte norma: sobrenome do autor em caixa baixa, ano da obra, vírgula e a página. Ex: Kuhn, 1978, p. 216;
  • CITAÇÕES no interior do texto devem observar a seguinte norma: sobrenome do autor em caixa baixa, ano da obra, vírgula e a página. Ex: Kuhn, 1978, p. 216;
  • CITAÇÕES no corpo do texto devem vir entre aspas. As citações com mais de três linhas deverão vir fora do corpo do texto, contendo a mesma fonte, tamanho 10, espaçamento simples e recuo de 4 cm à esquerda;
  • CITAÇÕES diretas que possuam grifos devem especificar se o grifo foi feito originalmente pelo autor citado (grifo no original) ou se é um destaque feito pelo autor do artigo submetido (grifo nosso);
  • ASPAS devem ser utilizadas: em citações diretas (até três linhas); menções de eventos ou obras, como livros, capítulos, artigos, filmes; citações de palavras individuais ou palavras cuja conotação ou uso mereça destaque. As aspas, nesse caso, devem ser usadas com moderação;
  • NEGRITO e SUBLINHADO devem ser evitados;
  • NOTAS DE RODAPÉ devem ser inseridas no final de cada página e ser de caráter exclusivamente explicativo. Não devem ser utilizadas para referências ou para listar fontes da Internet. Essa informação deverá constar nas Referências ao final do texto, como qualquer outra fonte bibliográfica;
  • FONTES DOCUMENTAIS devem ser referenciadas ao final do manuscrito, antecedendo as referências;
  • TABELAS devem ser inseridas em formato editável, nunca como jpeg (imagem);
  • FONTES DOCUMENTAIS devem ser referenciadas ao final do manuscrito, antecedendo as Referências;
  • REFERÊNCIAS das obras citadas devem ser listadas ao final do texto, em ordem alfabética, sem abreviação dos nomes dos autores, em tamanho 10 e espaçamento simples, conforme as normas da revista NUPEM especificadas a seguir:

Exemplos de referências

Periódico científico

ORO, Ari Pedro. A política da Igreja Universal e seus reflexos nos campos religioso e político brasileiros. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 18, n. 53, p. 53-69, out. 2003.

Livro

BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2007.

Capítulo de livro

PALMEIRA, Moacir. Política e tempo: nota exploratória. In: PEIRANO, Mariza (Org.). O dito e o feito: ensaios de antropologia dos rituais. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002, p. 171-177.

Teses / Dissertações / Monografias

SILVA, Elaine Cristina. Contradições e conflitos na atuação de empresas e do INSS no processo de retorno ao trabalho de trabalhadores afastados por LER/DORT. 231f. Doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos. São Carlos, 2016.

Trabalhos publicados em eventos

NASCIMENTO, Lara Pazinato et al. Quando as pautas são maiores que as placas: católicos e evangélicos pela defesa da vida. In: Seminário Internacional Práticas Religiosas no Mundo Contemporâneo (UEL-UBI). Anais... Londrina: UEL, 2019, p. 71-86.

Material publicado em meios eletrônicos

MEGAL, Bela. Haddad pede a lideranças católicas que façam alertas sobre notícias falsas a fiéis. O Globo. 11 out. 2018. Disponível em: https://glo.bo/2ybEyA4. Acesso em: 15 mar. 2019.

Entrevistas
SILVA, José. Entrevista concedida à Hortêncio Ferreira. Londrina, 12 abr. 2024.

Artigos

Política padrão de seção

Dossiê “História Pública, Memória e Paixões Políticas na América Latina”

História Pública, Memória e Paixões Políticas na América Latina

Submissão: 1º de maio a 30 de junho de 2026
Publicação: v. 19, n. 46, jan./abr. 2026
Orgs: Ian Farouk Simmonds (Ariza Universidad del Magdalena / Asociación Española de Historia Pública), Francisco J. Eversley Torres (Universidad del Atlántico) e Michel Kobelinski (Unespar)

 

A América Latina continua sendo uma região marcada por disputas intensas em torno da memória, da soberania e do sentido da esfera pública. Sua história recente – atravessada pela colonização, por ditaduras, por resistências populares e por novas formas de autoritarismo – exige uma leitura que combine rigor histórico com a sensibilidade crítica da história pública. Nesse contexto, a memória coletiva não é apenas um objeto de estudo, mas também um campo de ação política, pedagógica e simbólica, no qual as disputas pelo passado se transformam em batalhas pelo presente e pelo futuro.

 

O ressurgimento contemporâneo de paixões políticas, tanto à direita quanto à esquerda, reabriu o debate sobre emoções coletivas e públicas, formas de participação e o uso instrumental do passado na construção de identidades nacionais. Esse fenômeno não pode ser compreendido de modo isolado: responde a transformações estruturais que, em parte, espelham dinâmicas já observadas na Europa. Como observou Ronald Inglehart no final da década de 1970, a chamada “revolução silenciosa” do pós-materialismo descreve uma mudança geracional: em contextos de maior segurança econômica, parte da população passa a valorizar mais pautas culturais e identitárias do que demandas estritamente materiais. Na Europa, essa inflexão reduziu o peso da classe social como principal eixo de mobilização política e abriu espaço para reações conservadoras, que mais tarde seriam apropriadas e radicalizadas por forças de extrema direita.

 

Na América Latina, a situação é ambivalente. Desigualdades persistentes mantêm as demandas materiais no centro, mas a expansão de agendas progressistas – sobre gênero, raça e meio ambiente – tem provocado reações. Avanços culturais associados à “Onda Rosa” (Pink Tide) transformaram imaginários sociais, mas também aprofundaram polarizações. Movimentos conservadores e grupos religiosos conseguiram politizar questões não econômicas, convertendo resistências morais às mudanças na vida familiar, na sexualidade e na justiça racial em capital político. O medo e o ressentimento moral tornaram-se forças mobilizadoras, encarnadas – entre outros – em figuras como Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Javier Milei, José Antonio Kast e Nayib Bukele.

 

Essa dinâmica revela um paradoxo. Enquanto a esquerda frequentemente se fragmenta entre lutas materiais e culturais, a direita tem combinado a retórica da lei e da ordem e da moral tradicional com discursos anticorrupção e antiestablishment (anti-sistema) que interpelam setores populares desiludidos. Sua eficácia depende menos de uma sólida organização partidária e mais da emoção, uma comunicação direta, sem mediações, que canaliza a indignação social.

 

Essas são as condições em que a política de direita tem se posicionado, de forma crescente, numa guerra cultural que a esquerda nem sempre tem enfrentado abertamente. A direita também se beneficiou das redes sociais e dos chamados influenciadores, que amplificam sua mensagem e ajudam a estabelecer agendas cotidianas em torno de um retorno a modos de vida conservadores. Nesse cenário, observam-se tensões em torno da memória e releituras históricas que remodelam ideias de “progresso”, tal como foram entendidas e construídas desde o final do século XX – no interior de um amplo pacto social para enfrentar desigualdades, ao menos em termos de igualdade de direitos entre homens e mulheres e para pessoas LGBTQIA+.

 

Por essas razões, a história pública latino-americana não é mera divulgação, mas uma prática emancipadora e afetiva. Ela implica reativar arquivos esquecidos, reinterpretar símbolos nacionais e criar espaços nos quais as comunidades sejam produtoras de sentido. Diante dos avanços reacionários, o desafio é sustentar a pluralidade, fortalecer a democracia e cultivar uma memória crítica que não apenas lembre, mas também inspire. Entre Macondo e Mompox, entre memória e ação, a América Latina continua escrevendo sua história – uma história viva, atravessada por paixões políticas que ainda podem transformá-la.

 

Temas sugeridos: processos de construção da memória e identidades político-partidárias; história pública e disputas pela memória política; narrativas sobre ditaduras, transições e reconciliações; museus, arquivos, espaços comemorativos e suas conexões com movimentos políticos; estudos comparativos sobre direita e esquerda na esfera pública; ativismo, movimentos sociais e suas relações com partidos políticos; releituras históricas de partidos tradicionais e de novas forças políticas; comunicação política e ressignificação do passado em campanhas e discursos.

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