Dança, memória e liberdade:
uma experiência arte-educativa a partir do Museu do Aljube
DOI:
https://doi.org/10.33871/21750769.2026.22.1.12013Palavras-chave:
Educação artística, Performance, Memória dos gestos, Museu do AljubeResumo
O presente artigo apresenta uma experiência pedagógica que articulou a visita ao Museu do Aljube em Lisboa – espaço de memória da resistência e da prisão política durante a ditadura em Portugal – com a criação coreográfica em contexto escolar. Desenvolvido com uma turma do 7º ano do Ensino Artístico Especializado em Dança, o projeto utilizou metodologias de Rudolf Laban e Isadora Duncan para transpor conteúdos museológicos sensíveis para o estúdio de dança. Através da investigação-ação e da abordagem A/r/tográfica, a autora – simultaneamente bailarina, docente e investigadora – acompanhou o processo de criação de Novos Caminhos para a Liberdade, mediando memória histórica e expressão artística e corporizando afetos e narrativas que o discurso verbal não alcança. Os resultados evidenciam que a articulação entre museu e dança potencializa o pensamento crítico e a consciencialização democrática dos jovens, permitindo que a memória histórica ganhe corpo através dos gestos e se torne contemporânea na experiência performativa.
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