O corpo em escuta ativa do espaço:
freerunning enquanto experiencia estética e arte performativa
DOI:
https://doi.org/10.33871/21750769.2026.22.1.11990Palavras-chave:
Freerunning, Artes performativas, Corpo-ambiente, Experiência estética, ImprovisaçãoResumo
O presente artigo investiga o freerunning como prática corporal e campo de experimentação estética nas artes performativas, compreendendo o movimento criativo como forma de pensamento incorporado na relação entre corpo e ambiente. A pesquisa parte da experiência artística do movimento e desenvolve-se a partir das abordagens metodológicas da prática como pesquisa e da pesquisa-criação, articulando vivências corporais, registros de processo e reflexão teórica. O estudo dialoga com as perspectivas fenomenológicas de Merleau-Ponty (1996), com a experiência estética em Dewey (2010), a Teoria do Corpomídia de Katz e Greiner (2005, 2015), a cognição incorporada de Varela, Thompson e Rosch (2016) e a performatividade do corpo em Setenta (2008), mobilizando autores que investigam as relações entre gesto, memória e experiência sensível. As experimentações foram realizadas em diferentes contextos espaciais, permitindo que o corpo em estado de presença transformasse e fosse transformado pelo ambiente em um processo de coevolução e comunicação com o meio. Os resultados evidenciam que o gesto emergente no deslocamento atualiza memórias corporais e amplia as possibilidades perceptivas e criativas do corpo em interação com o ambiente, contribuindo para ampliar as investigações sobre práticas corporais e processos de criação no campo das artes performativas.
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