Formação de professores para o atendimento educacional especializado: contribuições da teoria da complexidade e da motivação docente
DOI:
https://doi.org/10.33871/23594381.2026.24.2.12342Resumo
A formação de professores para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) constitui um dos pilares para a efetivação da educação inclusiva, uma vez que exige profissionais capazes de compreender e responder à diversidade presente nos contextos escolares. Nesse cenário, a Teoria da Complexidade de Edgar Morin (1994, 2005, 2011, 2015), apresenta contribuições relevantes ao propor uma compreensão integrada dos processos educativos, considerando a interdependência entre os sujeitos, os saberes e os contextos de aprendizagem. O presente artigo tem como objetivo compreender as relações entre a formação de professores para o Atendimento Educacional Especializado (AEE), a Teoria da Complexidade de Edgar Morin e a motivação docente, destacando suas contribuições para a efetivação da educação inclusiva. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, desenvolvida a partir da análise de obras e estudos relacionados à educação inclusiva, à formação docente, aos processos motivacionais e ao pensamento complexo. Os resultados evidenciaram que a formação de professores para o AEE deve ultrapassar a mera aquisição de técnicas e conhecimentos específicos, contemplando processos reflexivos, a valorização da subjetividade docente e a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a inclusão. Verificou-se ainda que a motivação docente desempenha papel fundamental na busca contínua pelo aperfeiçoamento profissional, favorecendo o desenvolvimento de estratégias pedagógicas inovadoras e sensíveis às singularidades dos estudantes. Conclui-se que a articulação entre a Teoria da Complexidade e a motivação docente contribui significativamente para a qualificação da formação de professores, fortalecendo práticas educacionais inclusivas e promovendo a participação, a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos estudantes da Educação Especial.