Metodologias Ativas no Processo de Inclusão Escolar: Jogos e Brincadeiras Lúdicas na Psicopedagogia
DOI:
https://doi.org/10.33871/23594381.2026.24.2.11906Abstract
O presente estudo analisa a eficácia das metodologias ativas no processo de inclusão escolar, com ênfase no uso de jogos e brincadeiras lúdicas na prática psicopedagógica. Fundamentado nos pressupostos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que reconhece o brincar como direito de aprendizagem, o trabalho parte da compreensão de que a ludicidade favorece o protagonismo estudantil, a participação ativa e o desenvolvimento integral da criança. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza aplicada, desenvolvida por meio de estudo de caso em uma turma do 6º ano do ensino fundamental de uma escola pública do município de Estância/SE, composta por 15 estudantes, incluindo dois com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O percurso metodológico ocorreu em duas etapas: inicialmente, foram realizadas observações sistemáticas das aulas teóricas, analisando interação, engajamento e participação. Posteriormente, aplicou-se uma intervenção pedagógica fundamentada na aprendizagem baseada em jogos, por meio da brincadeira “A Caça ao Tesouro”, vinculada ao conteúdo de ciências sobre o esqueleto humano. Os dados foram organizados a partir de parâmetros avaliativos como participação, socialização, raciocínio e expressão de ideias. Os resultados indicaram aumento significativo no engajamento, na cooperação entre estudantes neurodivergentes e neurotípicos e na construção significativa do conhecimento. Conclui-se que a ludicidade, enquanto estratégia psicopedagógica ancorada nas metodologias ativas, constitui como estratégia eficaz para promover inclusão escolar, favorecer o desenvolvimento cognitivo e social e tornar o processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico, participativo e acessível.