Hipercultura, mediação do conhecimento e práticas docentes na proposta STEM: Uma análise bibliométrica usando o IRAMUTEQ

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DOI:

https://doi.org/10.33871/23594381.2026.24.2.12310

Resumo

O presente estudo teve como objetivo compreender as percepções e práticas de professores do ensino superior acerca da hipercultura, de sua influência na mediação do conhecimento e do impacto das tecnologias digitais na abordagem de conceitos científicos em práticas docentes fundamentadas na proposta STEM. A pesquisa adotou uma abordagem mista, articulando procedimentos quantitativos e qualitativos. Participaram do estudo 62 docentes dos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas, Física, Química e Matemática de uma universidade pública de Pernambuco. Os dados foram coletados por meio de um questionário com questões abertas e fechadas, além de itens estruturados em escala Likert. As respostas quantitativas foram analisadas por estatística descritiva e coeficiente Alfa de Cronbach. Como o teste de Friedman foi significativo, utilizou-se o teste pós-hoc de Wilcoxon com correção de Bonferroni. As respostas discursivas foram submetidas à análise bibliométrica com o software IRAMUTEQ, utilizando a Análise Fatorial de Correspondência e a Classificação Hierárquica Descendente. Os resultados evidenciaram elevada confiabilidade do instrumento (α = 0,954) e demonstraram que os docentes reconhecem as tecnologias digitais como importantes mecanismos de mediação cognitiva, favorecendo práticas STEM voltadas à investigação científica, à resolução de problemas, à colaboração e ao protagonismo estudantil. As análises lexicais revelaram uma forte associação entre STEM, hipercultura, aprendizagem colaborativa, interdisciplinaridade e o uso de recursos digitais. Conclui-se que a hipercultura e as tecnologias digitais exercem influência significativa na mediação do conhecimento científico e nas práticas docentes do ensino superior, favorecendo abordagens STEM mais interdisciplinares, investigativas e alinhadas aos pressupostos da Teoria da Mediação Cognitiva.

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Biografia do Autor

Mayara Lopes de Freitas Lima, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Doutoranda em Ensino. Mestra em Ensino das Ciências. Realizou estágio à docência na disciplina Práticas de Laboratório para o Ensino de Ciências (UFPE). Especialista em Docência no Ensino Superior, em Ensino de Biologia (Universidade Cruzeiro do Sul) e em Botânica. Licenciada em Ciências Biológicas pela UFPE. Pesquisadora do Grupo Educometria (CNPq/UFPE), do Laboratório para Educação Ubíqua e Tecnológica no Ensino de Química (LEUTEQ/UFRPE), membro da SBEnBio e da ABRAPEC. Realizou intercâmbio no Canadá (High Intermediate Level 8; Pre-Advanced Level 10).  Colaboradora do Observatório de Saneamento e Meio Ambiente do Recife (OSAR). Áreas de interesse: Educometria, formação docente, práticas pedagógicas, Ensino de Ciências e Biologia, divulgação científica, mídias sociais, metodologias ativas e STEM. 

Bruno Silva Leite, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)

Professor de Tecnologias no Ensino de Química da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. É Licenciado em Química, mestre no Ensino das Ciências e Doutor em Química Computacional. Atual coordenador do curso de licenciatura em Química da UFRPE. É docente permanente no programa de pós-graduação em Ensino das Ciências (PPGEC), no Doutorado em Ensino da Rede Nordeste de Ensino (RENOEN) e no Programa de Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI), todos na UFRPE. Coordena os grupos de pesquisas LEUTEQ (Laboratório para Educação Ubíqua e Tecnológica no Ensino de Química) e InPraMEC (Investigação de Práticas Metodológicas no Ensino das Ciências) do diretório de grupos do CNPq e é pesquisador colaborador do Núcleo SEMENTE e da Rede Latino-Americana de Pesquisa em Educação Química (RELAPEQ). Na Sociedade Brasileira de Química (SBQ) foi diretor da Divisão de Ensino [mandato 2022-2024 e 2024-2026], foi vice-diretor desta mesma divisão [mandato 2020-2022], além de ter sido tesoureiro da Regional Pernambuco [mandatos 2016-2018, 2018-2020]. É atualmente coordenador da seção ''Educação em Química e Multimídia'' da revista Química Nova na Escola. Participa com avaliador credenciamento e recredenciamento do Ministério da Educação (INEP). Foi coordenador [mandato 2019-2021 e 2021-2023] do Programa de Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI-UFRPE). Foi coordenador do Residência pedagógica de Química [2018-2020]. Participou da Comissão Avaliadora de Livros Didáticos de Química do Ministério da Educação no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2021 - Objeto 1, 2 e 3; PNLD 2023 - Objeto 1 e 2). Foi representante da região nordeste na Comissão Nacional de Ensino de Química (2016-2018) que contribuiu para a criação da Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ) e fez parte da diretoria de comunicação da SBEnQ (2018-2020). Atualmente tem pesquisado no Ensino de Química nas seguintes temáticas: (1) Tecnologias Digitais no Ensino e Inteligência Artificial; (2) Metodologias Ativas, Aprendizagem Tecnológica Ativa, Gamificação e Ensino Híbrido; (3) processos e materiais educativos no Ensino de Ciências/Química; (4) Divulgação científica. Atua como consultor ad hoc de periódicos especializados em Educação em Ciências/Química, nacionais e internacionais, e agências de fomento (CNPq, CAPES).

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Publicado

2026-08-31