Feminismo en Passagem (1979):

barro, cuerpo y símbolo in el arte brasileño

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.33871/sensorium.2026.13.11187

Palabras clave:

Celeida Tostes, clay, symbol, feminine, performance

Resumen

La performance Passagem (1979) marca un punto decisivo en la trayectoria de Celeida Tostes (1929–1995), ceramista, artista y arte-educadora cuya práctica pedagógica y comunitaria inscribe el barro como operador de memoria, identidad y colectividad. En esta creación, la artista moviliza el potencial simbólico de la tierra —presente en los mitos de creación— como matriz de conexión entre cuerpo, materia y subjetividad femenina. A partir de las reflexiones suscitadas por esta experiencia, el artículo adopta una metodología cualitativa e interdisciplinaria, articulando proceso creativo, simbolismos de lo femenino y la fenomenología del trabajo con la arcilla, a la luz de la psicología analítica y de la arteterapia de orientación junguiana. Posteriormente, sitúa la obra en el contexto brasileño de los años setenta, marcado por la dictadura militar, la aparición tardía del feminismo y las vanguardias artísticas neoconcretas, relacionando estos aspectos con la actuación de Celeida. De este modo, se busca evidenciar la vigencia de su performance ante lecturas contemporáneas sobre lo femenino, como las de bell hooks, y las críticas a las estructuras del mercado artístico y a las narrativas culturales dominantes.

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Biografía del autor/a

Gustavo Teodoro de Assis, UNOVA

Ribeirão Preto, SP, 1973. Mestrando em Arte e Ciência do Vidro e da Cerâmica (Universidade Nova de Lisboa). Pós Graduação em Arteterapia e Expressões Criativas (IJEP). Graduação em Arquitetura e Urbanismo (UFRJ

Teresa Lousa, FBAUL

Lisboa, 1978. Professora Auxiliar da FBAUL, Doutorada em Ciências da Arte e do Patrimônio, Investigadora integrada do CHAM e colaboradora do CIEBA.

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Publicado

2026-03-30