ENTREVISTA COM BRUNA KURY

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/sensorium.2026.13.11855

Palavras-chave:

Bruna Kury, performance, anarcotransfeminismo, anticolonialidade

Resumo

A entrevista apresenta a trajetória e o pensamento de Bruna Kury, artista anarcatransfeminista cuja prática articula performance, escultura e experimentações sensoriais como estratégias de resistência anticolonial. A conversa mapeia sua produção desde o Coletivo Coiote até trabalhos recentes como Veneno e Antídoto, deslocando a noção de “cura” para a de “alquimia”. Kury propõe processos de transformação que operam por meio de sensorialidades e resgates ancestrais, recusando soluções fechadas e investindo na reorganização do caos. Vivendo atualmente em Barcelona, a artista pensa o corpo trans, negro e migrante como espaço de deslocamento e reexistência diante da necropolítica.

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Biografia do Autor

Priscila Miraz de Freitas Grecco, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Professora de História da Arte da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, Centro de Artes Humanidades e Letras, em Cachoeira, na graduação do bacharelado e licenciatura em Artes Visuais. Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Artes do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas. Coordenadora do Programa de Extensão História da Arte e Gênero e do Projeto de Pesquisa El mapa: perspectivas decoloniais desde a América Latina. Também atua como pesquisadora da Linha de Pesquisa “História(s) da(s) arte(s) e visualidades transculturais: decolonialidades, gênero e narrativas do Sul Global”, do Grupo de Pesquisa [Re]image: grupo de pesquisa em Artes Visuais, na mesma instituição.

Fabiana Faleiros, Universidade de São Paulo

Artista e pesquisadora, vive em São Paulo, Brasil. Doutora em Arte e Cultura Contemporânea pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atualmente é pesquisadora de pós-doutorado no Departamento de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo (USP). 

Bruna Kury, MACBA (Museu d'Art Contemporani de Barcelona).

Anarcatransfeminista, performer, artista visual, sonora e tátil. Vive em Barcelona, Espanha. Seu trabalho é focado em criações atravessadas por questões de gênero, classe e raça (contra o cis-tema patriarcal heteronormativo compulsivo vigente e contra as opressões estruturais — GUERRA de classes). Fez parte de coletivos como Coletivo Coiote, Coletivo T, MEXA, entre outros. Durante a pandemia de COVID-19, lançou os filmes: E se começarmos a ver a colonização como uma infecção descontrolada do cis-tema? e Gentrificação dos Afetos (ambos por coletivos independentes da Alemanha). Em 2025, lança com a MigrantaFilms Escorpiônikas – Contramanifesto, um filme que atravessa três continentes para acompanhar um coletivo insurgente — mulheres travestis/trans, trabalhadoras sexuais e vozes racializadas. Tem obras no acervo da Pinacoteca de São Paulo e do MUTHA. Atualmente integra o Programa de Estudios Independientes (PEI) do MACBA (Museu d'Art Contemporani de Barcelona).

Referências

KURY, Bruna. A póspornografia como arma contra a maquinaria da colonialidade. Selo Monstruosas e ed. Fera Livre (2020). texto em espanhol: https://hysteria.mx/la-pospornografia-como-arma-contra-la-maquinaria-colonial/

KURY, Bruna; CAPELOBO, Walla. Desejo que sobrevivamos pois já sobrevivemos #black #travestchy #prosperity. Blog GLAC Edições (2020) https://www.glacedicoes.com/post/desejo-que-sobrevivamos-pois-ja-sobrevivemos-bruna-kury-e-walla-capelobo

KURY, Bruna. DESCONSTRUIR SEM FETICHIZAR ou como destruir a estrutura do prazer hegemonizado. Projeto Vulgar (2020)

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Publicado

2026-03-30