GILLES DELEUZE E O CAMPO TRANSCENDENTAL COMO CONDIÇÃO DA EXPERIÊNCIA REAL
DOI:
https://doi.org/10.33871/27639657.2026.6.1.11706Resumen
Se Deleuze disse que sempre se sentiu um empirista, seria a um outro tipo de empirismo que ele se referia, não confundido com a região das formas empíricas ordinárias tais como elas aparecem sob a determinação do senso comum. Tratar-se-ia, então, de um tipo de empirismo superior, descrito por ele como empirismo transcendental. Teríamos, de saída, que definir aquilo que Deleuze chama de “campo transcendental” para então podermos pensar nesse tipo superior de empirismo proposto pelo autor de Diferença e repetição (1968). Gostaríamos, aqui, de situar o aparente paradoxo de um empirismo transcendental a partir dos conceitos fundamentais que constituem o campo transcendental e o desdobramento que tais conceitos assumem na filosofia deleuziana, onde a imanência, a intensidade, o acontecimento e a individuação irão dirigir o pensamento na sua tarefa de lidar com a realidade. Isto porque acreditamos que o campo transcendental é o problema a partir do qual se desenrola a filosofia de Deleuze e através do qual podemos reconstituir a unidade de um sistema heterogêneo, ou, como ele dizia, de uma verdadeira heterogênese.
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