QUEM ME DERA QUE A MISÉRIA E A CORRUPÇÃO FOSSEM COMBATIDAS COM A MESMA URGÊNCIA DA COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.33871/27639657.2026.6.1.11241Palabras clave:
miséria, corrupção, governança, políticas públicas, Covid-19.Resumen
O presente artigo analisa a persistência da miséria e da corrupção em sociedades africanas, com foco em Angola, apesar de seus vastos recursos naturais. O problema central é a negligência governamental, que impede a implementação de políticas públicas eficazes e perpetua desigualdades sociais, degradação da infraestrutura e deficiências nos sistemas de saúde, educação e saneamento, além da vulnerabilidade a crises sanitárias como a epidemia de cólera de 2025. O estudo analisa as causas dessa omissão, discute suas consequências sociais, políticas e éticas e indica caminhos para uma governança responsável e eficaz. Demonstra que a pobreza não é inevitável, mas resulta de más escolhas políticas e da ausência de ética de responsabilidade entre os governantes, à luz das teorias de Weber, Sen, Rawls, Sandel e Oliveira. Propõe-se fortalecimento institucional, formulação de políticas estratégicas, investimento em educação, saúde e infraestrutura, combate à corrupção, incentivo ao desenvolvimento rural e planejamento sustentável. A lição prática é clara: se a miséria fosse combatida com a mesma urgência de crises como a COVID-19, a dignidade humana deixaria de ser privilégio e se tornaria direito universal.
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