GILLES DELEUZE E O CAMPO TRANSCENDENTAL COMO CONDIÇÃO DA EXPERIÊNCIA REAL
DOI:
https://doi.org/10.33871/27639657.2026.6.1.11706Resumo
Se Deleuze disse que sempre se sentiu um empirista, seria a um outro tipo de empirismo que ele se referia, não confundido com a região das formas empíricas ordinárias tais como elas aparecem sob a determinação do senso comum. Tratar-se-ia, então, de um tipo de empirismo superior, descrito por ele como empirismo transcendental. Teríamos, de saída, que definir aquilo que Deleuze chama de “campo transcendental” para então podermos pensar nesse tipo superior de empirismo proposto pelo autor de Diferença e repetição (1968). Gostaríamos, aqui, de situar o aparente paradoxo de um empirismo transcendental a partir dos conceitos fundamentais que constituem o campo transcendental e o desdobramento que tais conceitos assumem na filosofia deleuziana, onde a imanência, a intensidade, o acontecimento e a individuação irão dirigir o pensamento na sua tarefa de lidar com a realidade. Isto porque acreditamos que o campo transcendental é o problema a partir do qual se desenrola a filosofia de Deleuze e através do qual podemos reconstituir a unidade de um sistema heterogêneo, ou, como ele dizia, de uma verdadeira heterogênese.
Downloads
Referências
BERGSON, Henri. O pensamento e o movente. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
DELEUZE, Gilles. Nietzsche e a filosofia. Rio de Janeiro: Editora Rio. 1976.
______. Diferença e repetição. São Paulo: Edições Graal, 1988.
______. Bergsonismo. São Paulo: Ed 34, 1999.
______. Gilbert Simondon, o indivíduo e sua gênese físico-biológica. In: A ilha deserta. São Paulo: Iluminuras, 2006a.
______. O método de dramatização. In: A ilha deserta. São Paulo: Iluminuras. 2006b.
______. Carta prefácio a Jean-Clet-Martin. In: Dois regimes de loucos, São Paulo: Ed 34, 2016.
______. A imanência: uma vida. In: Dois regimes de loucos. São Paulo. Ed 34, 2016.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a filosofia. São Paulo: Ed 34, 1992.
GIL, José. O imperceptível devir da imanência. Lisboa: Relógio D’Água, 2008.
KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2018.
ORLANDI, Luiz. Indivíduo e implexa individuação. In: Doispontos, Curitiba, São Carlos, vl. 12, nr. 02, abril de 2015, p. 75-82.
MACHADO, Roberto. Deleuze e a filosofia. Rio de Janeiro: Edições Graal. 1990.
SAUVAGNARGUES, Anne. Deleuze: L'empirisme transcendantal. Paris: PUF, 2009.
SIMONDON, Gilbert. A individuação à luz das noções de forma e de informação. São Paulo: Ed 34, 2020.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Paranaense de Filosofia

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Artigo publicado em acesso aberto sob a licença Creative Commons Attribuition 4.0 International Licence.
Os autores cedem o direito exclusivo de primeira publicação à Revista, sendo o trabalho licenciado simultaneamente sob a licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY). Esta licença permite que terceiros remixem, adaptem e criem a partir do trabalho publicado, atribuindo o devido crédito de autoria e publicação inicial neste periódico. Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada neste periódico (por exemplo: publicar em repositório institucional, em site pessoal, publicar uma tradução ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial neste periódico.
