O que há sempre-já em jogo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/19805071.2026.34.1.11247

Palavras-chave:

Modo Operativo AND, Coengendramento, Investigação aberta, TEATRO SECALHAR, Sempre-já

Resumo

Esta pesquisa articula uma aproximação e observação dos documentos do processo de criação da TEATRO SECALHAR, grupo curitibano de pesquisa em artes cênicas, que tem como foco de investigação a processualidade da criação em coletivo por meio de uma metodologia de investigação aberta (Gaspar Neto, 2016). Como preparação e metodologia de trabalho, a companhia faz uso das práticas que envolvem o Modo Operativo AND (Eugenio, 2019c), ferramenta de investigação do coletivo que prioriza um fazer comum a partir da identificação dos elementos e situações que compõem cada encontro. Articulo o entendimento acerca do coengendramento (Escóssia, 2009, Simondon, 2020) da criação entre o grupo, os sujeitos que dele fazem parte, e os artefatos produzidos em coletivo. Tal aspecto é associado ao que Colapietro (2014) vai formular como sujeito-comunidade, no qual o sujeito tem a forma do tempo-espaço em que está inserido. A noção “sempre-já” insere na pesquisa a inseparabilidade e a atualização constante dos sistemas de produção de subjetividade e agenciamentos coletivos. O que aparece é que o processo de criação observado dá a ver qualidades coletivas por meio de ações singulares, evidenciando que um determinado grupo em um determinado contexto produzirá um produto artístico tal que será a manifestação das forças que atravessam este coletivo, indissociável de questões sociais, temporais, locais, políticas e psicológicas. Esta observação é contextualizada em aproximação com o conceito de transindividual em Simondon (2020).

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Biografia do Autor

Rafael Rodrigues de Oliveira, Universidade Estadual do Paraná

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Arte – Mestrado Profissional da Universidade Estadual do Paraná (2022–2024),  licenciado em Artes Visuais pela mesma instituição (2017–2021) e atualmente cursa pós-graduação em Gênero e Sexualidade pela Faculdade Minas (FACUMINAS EAD). Participou do Programa Bolsa Qualificação Cultural (UEPG/Governo do Paraná, 2021) e de diversos cursos livres em produção e gestão de projetos culturais. Sua trajetória artística envolve exposições individuais e coletivas, com destaque para a mostra Deve Ser Aqui (Museu de Arte Contemporânea do Paraná, 2025) e o projeto Nunca Será o Suficiente (MuMA, 2024), no qual atuou como artista, pesquisador e proponente. Desenvolve investigações sobre memória, corpo e espaço urbano, articulando práticas expositivas e educativas. E-mail: srrafaelrodrigues@gmail.com  Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4462-6921 Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0394178105648031

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Publicado

2026-07-10

Como Citar

RODRIGUES DE OLIVEIRA, Rafael. O que há sempre-já em jogo. Revista Cientí­fica/FAP, Curitiba, v. 34, n. 1, 2026. DOI: 10.33871/19805071.2026.34.1.11247. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/revistacientifica/article/view/11247. Acesso em: 12 jul. 2026.