ENTRE LE GESTE ET LE PROMPT: ÉCOUTE, PAYSAGE SONORE ET INTELLIGENCE ARTIFICIELLE
escuta, paisagem sonora e Inteligência Artificial
DOI :
https://doi.org/10.33871/19805071.2026.34.1.11802Mots-clés :
Inteligência artificial, Gesto, Escuta, Paisagem sonora, Arte contemporâneaRésumé
L’incorporation de l’intelligence artificielle dans les processus de création artistique a entraîné des déplacements significatifs dans les régimes du geste, de l’autorat et de l’expérience sensible. Cet article propose une réflexion critique sur ces déplacements à partir de l’opposition entre le geste comme pratique située et l’instruction algorithmique comme forme abstraite de commande. À partir des contributions de Kate Crawford et Félix Guattari, l’Intelligence Artificielle (IA) est comprise comme une infrastructure sociotechnique et écologique, traversée par des relations de pouvoir, d’extraction et d’automatisation de l’expérience. Dans le champ des arts, cette problématique est mise en tension par des pratiques fondées sur l’écoute et le paysage sonore. L’analyse de Voar Doce Lar (2022), de Rick Rodrigues, de la référence historique de Stelarc et de RATS – Secret Soundscapes of the City (2017), de Jana Winderen, permet d’examiner comment l’écoute s’affirme comme pratique relationnelle, située et irréductible à la logique du traitement algorithmique. En mobilisant les apports théoriques de R. Murray Schafer et Salomé Voegelin, l’article soutient que l’écoute constitue un champ de résistance sensible à la réduction de l’expérience esthétique à la donnée, à l’instruction ou à l’output, replaçant le corps, l’environnement et la durée au centre de la création artistique contemporaine.
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