Infanti y Ubuntwana: necroinfancia y la significación de la infancia en los diálogos mediatizados sobre el asesinato de Thiago Menezes
DOI:
https://doi.org/10.33871/nupem.2026.18.43.10624Palabras clave:
Infancia, necroinfancia, dispositivo de racialidad, diálogos mediatizadosResumen
Este artículo analiza el significado y la movilización de la infancia en la configuración de la humanidad y de la memoria de niños y niñas negras. Se enfatiza la disputa de narrativas entre hipervisibilidad, invisibilidad y estrategias de resistencia en los diálogos mediatizados sobre el asesinato de Thiago Menezes. El estudio se basa en dos fuentes: (1) la publicación y los comentarios de la primera nota del portal G1 en Instagram sobre el caso, y (2) los testimonios de los familiares de Thiago en el programa “Encontro” (Rede Globo). El análisis de los comentarios reveló la necroinfancia como constructo discursivo, en el cual la niñez negra es cosificada, reducida a la condición de menor y sometida a una lógica infantilizante que la sitúa entre tutela y peligro. En contraste, los testimonios familiares afirman la vida y la infancia de Thiago como experiencias colectivas, perspectiva que también resuena en comentarios de reivindicación colectiva e interpretada en este artículo a través del paradigma de ubuntwana.
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