O corpo como arquivo vivo:
memória e conhecimento sensível
DOI:
https://doi.org/10.33871/21750769.2026.22.1.11653Palavras-chave:
Cognição incorporada, Corpo, Memória, Conhecimento SensívelResumo
A tradição cartesiana tem sido tensionada por abordagens contemporâneas que integram o corpo como elemento constitutivo dos processos mentais vem abrindo caminhos importantes para uma compreensão mais sensível sobre o humano e suas experiências. A partir do diálogo entre cognição incorporada, neurociências e artes, o texto busca refletir o corpo como arquivo vivo que se atualiza constantemente. O objetivo deste artigo é refletir sobre como a memória, enquanto processo corporificado, se manifesta e opera em forma de conhecimento sensível. A memória, tratada aqui como um complexo processo dinâmico afetivo e sensório-motor, continuamente atualizado no momento presente, torna-se conhecimento incorporado, apresentando-se como experiência sensível antes mesmo de se tornar palavra.
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