O cinema como fonte em História da Educação: limites e possibilidades metodológicas e epistemológicas
DOI:
https://doi.org/10.33871/23594381.2026.24.2.12251Resumen
O presente artigo analisa o cinema como fonte na História da Educação, discutindo seus limites e possibilidades metodológicas e epistemológicas. O objetivo consiste em problematizar em que medida produções cinematográficas podem ser utilizadas como fontes históricas na pesquisa em Educação. Para isso, adota-se uma pesquisa teórico-bibliográfica, baseada em autores da História Cultural, da cultura visual e da metodologia da análise fílmica, com destaque para contribuições que abordam o estatuto do cinema como documento histórico. O estudo parte da compreensão de que a historiografia contemporânea ampliou o conceito de fonte histórica, incorporando imagens e produções audiovisuais ao repertório documental. Nesse contexto, o cinema é compreendido como linguagem que produz discursos, representações e imaginários sociais sobre a escola e os processos educativos. A análise evidencia que o uso do cinema como fonte exige atenção às suas condições de produção, circulação e recepção, bem como aos seus mecanismos internos de linguagem. Como resultado da discussão teórica, identificam-se limites importantes, como o caráter industrial e mercadológico do cinema, o risco de anacronismo e sua inserção em lógicas da indústria cultural, que influenciam formas de representação e consumo. No entanto, tais limites não inviabilizam seu uso como fonte histórica, desde que acompanhado de procedimentos metodológicos adequados, como a análise técnico-estética e representacional, a contextualização das obras e a articulação com outras fontes. Conclui-se que o cinema pode contribuir para a História da Educação, especialmente na compreensão de práticas, discursos e representações educacionais.