Projeto de Vida no Ensino Médio brasileiro: formação integral, disputas curriculares e desafios para a prática docente

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DOI:

https://doi.org/10.33871/23594381.2026.24.2.12369

Resumo

A implementação da disciplina Projeto de Vida no Ensino Médio após a Lei nº 13.415/2017 e a BNCC motivou pesquisas sobre finalidades, desafios e contribuições formativas. Este estudo sintetizou criticamente a produção em português sobre o tema entre 2017 e 2025 por meio de revisão integrativa de abordagem qualitativa e procedimentos inspirados no PRISMA 2020, com buscas no Portal CAPES, BDTD, SciELO e em banco institucional de dissertações. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 16 estudos compuseram o corpus, analisado por síntese qualitativa temática orientada pela análise de conteúdo. Os resultados associam o Projeto de Vida ao autoconhecimento, à autonomia, à continuidade dos estudos, à participação social e à formação integral, mas mostram tensões quando a disciplina é reduzida à orientação vocacional, à empregabilidade ou à responsabilização individual dos jovens. Conclui‑se que sua potência formativa não é automática e depende de formação docente qualificada, de condições institucionais adequadas e de práticas pedagógicas críticas capazes de articular projetos pessoais, cidadania, pertencimento e leitura da realidade social.

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Biografia do Autor

Leandro de Sousa Gonçalves, Universidade de Taubaté

Mestrando no Programa de Pós-Graduação - Mestrado Profissional em Educação (MPE-UNITAU), na Linha de Pesquisa 2 - Formação Docente e Desenvolvimento Profissional. Graduação em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (2005). Graduação em Ciências Contábeis, titulação Bacharel pela Universidade do Sul de Santa Catarina (2022). Pós-graduação lato sensu em Artilharia de Costa e Antiaérea pela Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea (2011) e pós-graduação lato sensu em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (2017). Militar, tem experiência na área de Defesa. É chefe da Subseção de Avaliação da Aprendizagem da Academia Militar das Agulhas Negras desde julho de 2024.

Kátia Celina da Silva Richetto, Universidade de Taubaté

Engenheira, professora e pesquisadora. Possui graduação em Química na Escola de Engenharia de Lorena EEL/USP(1992), mestrado em Engenharia Mecânica na Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá UNESP(1996), doutorado em Engenharia de Materiais pela EEL/USP (2002), especialização em Educação a Distância (2014) e especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho UNISA (2021). Professora Titular da Universidade de Taubaté. Desde 1997 atua como professora da UNITAU atuando principalmente nos seguintes temas: química experimental, química geral físico-química, química orgânica, metodologia científica e formação docente. Assessora da Pró-reitoria Estudantil desde Março de 2020. Professora de Química da EAD UNITAU desde Agosto de 2020 e Supervisora de TCC em EAD UNITAU desde Março de 2022. Em 2022, tornou-se membro do corpo docente do Mestrado Profissional em Educação, dedicando-se à pesquisa e orientação de estudos voltados a Formação Docente e Práticas Pedagógicas para a Equidade. Paralelamente, atua como professora na Escola Felix Guisard (SENAI - 2022). Assumiu a Direção do Instituto Básico de Exatas da UNITAU em 2023. Participa do Programa de Especialização Docente (PED Brasil), uma iniciativa do Lemann Center for Educational Entrepreneurship and Innovation in Brazil, em parceria com a Stanford Graduate School of Education e o Instituto Canoa, ampliando sua atuação na formação docente e na promoção da equidade educacional.

Willian José Ferreira, Universidade de Taubaté

Professor e pesquisador com trajetória interdisciplinar no campo das Ciências Ambientais, é graduado em Física pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), mestre em Ciências Ambientais pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e doutor em Geofísica Espacial pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Desde 2002, atua no Laboratório de Biogeoquímica Ambiental do INPE, contribuindo para estudos sobre emissões de gases de efeito estufa associadas às mudanças no uso e na cobertura da terra, especialmente nas interfaces biosfera-atmosfera e em suas implicações para políticas de mitigação e adaptação climática. Em 2026, assumiu a função de pesquisador na Divisão de Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade (DIIAV/INPE), ampliando sua atuação na investigação das relações entre processos atmosféricos, ciclos biogeoquímicos, dinâmica de ecossistemas e atividades antrópicas. Desde 2015, também colabora com o Instituto de Pesquisas Ambientais em Bacias Hidrográficas (IPABHi), desenvolvendo estudos voltados à gestão integrada de recursos hídricos em territórios vulneráveis. Na Universidade de Taubaté (UNITAU), é professor do Instituto Básico de Exatas desde 2013. A partir de 2023, passou a integrar o corpo docente dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, de natureza acadêmica, e em Ecodesenvolvimento e Gestão Ambiental, de caráter profissional, atuando também como colaborador no Programa de Pós-Graduação Profissional em Educação. Suas pesquisas articulam Educação Ambiental Crítica, formação docente, equidade e justiça socioambiental, com especial atenção à transformação das práticas pedagógicas e à construção de respostas educativas aos desafios ambientais contemporâneos.

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Publicado

2026-08-31