Museu em Libras
educação museal online e seu impacto na comunidade surda
DOI:
https://doi.org/10.33871/23594381.2026.24.1.11790Abstract
Este trabalho discute o papel do Surdo educador no contexto museal contemporâneo, relacionando práticas de acessibilidade, cultura surda e educação museal em diálogo com perspectivas da cibercultura. A pesquisa parte da compreensão de que os museus, enquanto espaços de produção de conhecimento, memória e convivência, precisam assumir compromissos efetivos com a inclusão, indo além do cumprimento legal para promover experiências que respeitem diferentes formas de comunicação e percepções de mundo. Autores como Araujo e Santos (2024) destacam que a educação museal vem sendo tensionada pelas transformações tecnológicas e pelas múltiplas linguagens em circulação, abrindo espaço para novas formas de mediação e participação. Neste cenário, a presença do surdo educador compreendida a partir das reflexões de Strobel (2016) sobre cultura surda e identidade revela-se estratégica para ampliar a diversidade de narrativas e modos de interação no museu. A atuação em Libras, conforme apontam Santos e Araujo (2024), contribui para romper barreiras comunicacionais, fomentar o pertencimento e fortalecer o direito à experiência museal plena. Além disso, trabalhos como os de Marti (2021) e Mayer et al. (2024) evidenciam o crescimento das práticas híbridas e das ações educativas que articulam presencial e digital, ressaltando a importância de repensar metodologias e ampliar o protagonismo de profissionais surdos nesses processos. A análise demonstra que reconhecer o Surdo educador como agente formador, produtor de sentidos e mediador cultural é fundamental para a construção de práticas verdadeiramente acessíveis, inclusivas e alinhadas aos princípios da educação museal contemporânea.