Estratégias autoprejudiciais empregadas por estudantes ingressantes do curso de Pedagogia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/23594381.2026.24.2.12402

Resumo

Este trabalho teve como objetivo identificar e analisar as estratégias autoprejudiciais relatadas por estudantes ingressantes de Pedagogia, por meio de uma abordagem mista, exploratória e descritiva. Participaram do estudo 105 universitários de uma instituição pública paranaense, majoritariamente mulheres (91,42%), com idades entre 18 e 54 anos. A coleta de dados utilizou um formulário sociodemográfico e um protocolo de autorreflexão baseado em uma vinheta problematizadora sobre o assunto. As respostas às questões abertas foram submetidas à análise de conteúdo, que indicou 8 categorias temáticas, com concordância interjuízes entre 87% e 100%. Análises estatísticas descritivas e inferenciais (Teste Exato de Fisher) complementaram o tratamento dos dados. Os resultados evidenciaram procrastinação e má gestão do tempo como a estratégia mais frequente (36,5%), seguida por distração e uso excessivo de tecnologias (18,3%) e ansiedade e cobrança excessiva (8,7%). Foram observadas variações conforme a faixa etária: os mais jovens relatam mais distração tecnológica; e os mais velhos, fatores externos, como trabalho. Não houve diferenças significativas entre turnos ou gênero. Conclui-se que são necessárias intervenções personalizadas para ensinar autorregulação aos estudantes, a fim de combater as diversas estratégias autoprejudiciais e, assim, reduzir a reprovação e a evasão e promover o sucesso acadêmico.

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Biografia do Autor

Letícia Chudis Victrio, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Pós-graduada em Neuropsicopedagogia e Planejamento Pedagógico pela Unopar, Londrina, Paraná, Brasil. Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) Londrina, Paraná, Brasil. Professora efetiva na Educação Básica da Prefeitura Municipal de Londrina, Londrina, Paraná, Brasil. E-mail: levictrio@gmail.com; ORCID: https://orcid.org/0009-0006-6870-4786

Deivid Alex dos Santos, Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR)

Doutor e Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Professor Adjunto da
Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR – Campus de Campo Mourão. Líder do Grupo de
pesquisa certificado pelo CNPq “Cognitivismo e Educação”. E-mail: mensagemprodeivid@gmail.com; ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2611-6947

Paula Mariza Zedu Alliprandini, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Pós-doutora em Psicologia pela “Cornell University” – USA. Doutora e Mestre em Psicobiologia pela FFCLRP (USP). Docente Sênior junto ao Programa de Pós-graduação em Educação na linha de pesquisa Aprendizagem e Desenvolvimento Humano em contextos escolares. Líder do grupo de pesquisa “Cognitivismo e Educação”. E-mail: paulaalliprandini@uel.br; ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4677-4258

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Publicado

2026-08-31