A reforma do ensino médio e suas implicações para o ensino de Física no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.33871/23594381.2026.24.2.12356Resumo
Este artigo analisa a reforma do ensino médio brasileiro e seus desdobramentos para o ensino de Física, percorrendo a trajetória das políticas curriculares dessa etapa, da Lei nº 13.415/2017 à Lei nº 14.945/2024. Por meio de pesquisa bibliográfica e documental de abordagem qualitativa, examinam-se marcos legais, documentos oficiais e literatura especializada que situam a reorganização curricular no embate entre interesses econômicos e a função social da escola. Argumenta-se que a flexibilização promovida em 2017, ao ampliar a carga horária sem financiamento correspondente e ao diluir os componentes de Ciências da Natureza, fragilizou a formação científica. A revisão de 2024, embora retome a formação geral básica, preserva tensões estruturais. Conclui-se que o ensino de Física depende de condições materiais, de formação docente qualificada e de um currículo que articule competências e contexto.