Perspectivas do materialismo histórico-dialético de Karl Marx na educação básica: contradições entre teoria e prática no ensino de geografia no Amazonas

Autores

  • José Eufrásio Teixeira Júnior Universidade Federal do Amazonas
  • Valmir Flores Pinto Universidade Federal do Amazonas
  • Eulina Maria Leite Nogueira Universidade Federal do Amazonas

DOI:

https://doi.org/10.33871/23594381.2026.24.2.12224

Resumo

O materialismo histórico-dialético de Karl Marx, quando situado no campo da educação básica, apresenta-se como uma perspectiva teórica capaz de evidenciar as determinações sociais, econômicas e históricas que atravessam o processo educativo, permitindo interpretar a escola não como 7uma instituição neutra, mas como espaço permeado por contradições que expressam as relações de produção e as desigualdades estruturais da sociedade. Nessa direção, a prática pedagógica deixa de ser vista de forma isolada e passa a ser analisada em sua articulação com a totalidade social, o que possibilita identificar tensões entre propostas curriculares, condições concretas de ensino e a formação crítica dos estudantes. Tal abordagem também evidencia o papel do docente como sujeito inserido em relações que, ao mesmo tempo em que possibilitam a mediação do conhecimento, também impõem limites decorrentes da organização do trabalho e das políticas educacionais vigentes. Ao considerar essas dimensões, a perspectiva marxiana contribui para uma leitura mais aprofundada das dinâmicas escolares, especialmente em contextos marcados por desigualdades regionais e sociais. O objetivo do estudo consiste em analisar as contradições entre teoria e prática no ensino de Geografia no Estado do Amazonas à luz do materialismo histórico-dialético. A metodologia adotada caracteriza-se como qualitativa, estruturada como estudo de caso, a partir da análise de material didático do ensino de geografia do ensino fundamental no Estado do Amazonas, fundamentada na epistemologia crítica de Habermas e operada pelo materialismo histórico-dialético de Marx. Conclui-se que essa abordagem permite evidenciar as tensões estruturais que atravessam o processo educativo e aponta possibilidades de mediação crítica no contexto escolar.

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Biografia do Autor

Valmir Flores Pinto, Universidade Federal do Amazonas

[1]Pós-Doutorado em Educação pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Doutor em Educação pela Universidade Federal do Amazonas; Graduado em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul – RS; Professor de Filosofia na UFAM, campus Vale do Rio Madeira – Humaitá, AM. e no Mestrado em Ensino de Ciências e Humanidades (PPGECH), UFAM. Email: valmirfp@ufam.edu.br Orcid: https://orcid.org/0000-0001-8225-372X

Eulina Maria Leite Nogueira, Universidade Federal do Amazonas

[1] Possui graduação em Licenciatura em Estudos Sociais pela Universidade Federal do Amazonas (1987), graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas (2000), graduação em história pela Universidade Federal do Amazonas (2003); mestrado em Educação pela Universidade Federal do Amazonas (2007) e doutorado em Educação (Currículo) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2015). Atualmente é professor adjunta da Universidade Federal do Amazonas. E-mail:  eleite@ufam.edu.br  Orcid: https://orcid.org/0000-0002-7725-6464

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Publicado

2026-08-31