Trabalho Docente e Jornada de Trabalho na Rede Pública Estadual do Paraná

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/22386084.2026.16.12247

Palavras-chave:

política educacional, escola pública, trabalho docente, jornada de trabalho

Resumo

Partindo do entendimento de que a precarização laboral que gradualmente se acentua sobre os trabalhadores assalariados também avança sobre a educação pública, o presente artigo tem como objetivo analisar a jornada de trabalho de professores da rede estadual de educação básica do Paraná. A justificativa desse estudo se pauta na preocupação de que ocorre um processo de precarização do trabalho a partir de jornadas intensificadas e em condições que não primam pela qualidade da oferta do direito à educação, inclusive com o uso de plataformas digitais, que em razão da exigência de conectividade e controle do trabalho sugere um crescente processo de precarização. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica e documental, e como procedimentos de pesquisa, foi realizada a busca de dados empíricos sobre a jornada de trabalho dos professores por meio de sites oficiais da Secretaria Estadual de Educação do Paraná e do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica – APP/SINDICATO. Com base na pesquisa realizada, foi possível observar as diversas dimensões da precarização do trabalho docente no Paraná: o aumento do número de docentes temporários, a “plataformização” da educação, a implementação da gestão público-privada e a desregulamentação da hora-atividade. A partir desses elementos, consideramos a necessidade de ampliar a luta dos professores com vistas a um projeto de educação mais inclusivo, democrático e com condições de trabalho dignas.

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Biografia do Autor

Naji Nabut Stadler, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Mestrando em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com pesquisa na área de trabalho docente, políticas educacionais e condições de trabalho na educação básica pública. Graduando em História (Licenciatura) pela UEL e Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Integra o Grupo de Pesquisa Trabalho, Políticas Educacionais e Formação Humana, desenvolvendo investigações sobre produção acadêmica, jornada de trabalho e precarização do trabalho docente, com experiência prévia em Iniciação Científica na mesma temática.Atua em projetos de ensino e formação de professores, participando como bolsista no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e em monitoria acadêmica na área de Arquivo Histórico. Possui experiência docente na educação básica, ministrando disciplinas de Cidadania, Leitura e Produção de Texto e Projetos Colaborativos. No âmbito da extensão universitária, integra o Laboratório do Trabalho Docente Escolar e Não Escolar (LABTRAD) e participou do projeto de divulgação científica em História das Américas Hora Americana, com atuação em produção e edição de conteúdo.Desenvolve pesquisas nas áreas de História, Educação, políticas educacionais e formação docente, com interesse em trabalho docente, precarização do ensino, história da educação e direitos humanos.

Silvia Alves dos Santos, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos. Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina . Graduada em Pedagogia pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão. Atualmente é professora Associada na Universidade Estadual de Londrina atuando na graduação e no Programa de Pós-graduação Strictu sensu em Educação. Coordena Grupo de Pesquisa em Trabalho, Políticas Educacionais e Formação Humana na Universidade Estadual de Londrina. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Políticas Educacionais e o mundo do Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: Trabalho docente, Trabalho e Educação, Precarização do trabalho, Trabalho e subjetividade; Estado, Pedagogia Histórico-Crítica, Ensino Médio, Formação de professores.

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Publicado

2026-09-28

Como Citar

STADLER, Naji Nabut; SANTOS, Silvia Alves dos. Trabalho Docente e Jornada de Trabalho na Rede Pública Estadual do Paraná. Revista Educação e Linguagens, Campo Mourão, v. 16, p. 1–23, 2026. DOI: 10.33871/22386084.2026.16.12247. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/revistaeduclings/article/view/12247. Acesso em: 1 out. 2026.