O belo e o sublime em Kant
a autonomia da Estética a partir do Desinteresse
DOI:
https://doi.org/10.33871/19805071.2026.34.1.11354Palavras-chave:
Estética formalista, Kant, Desinteresse, Extraestético, Filosofia da ArteResumo
A estética formalista de Immanuel Kant é frequentemente criticada, em especial no que diz respeito à noção de desinteresse. No contexto da contemporaneidade, cada vez mais é exigido que a arte assuma compromissos éticos e políticos, o que parece dificultar a interpretação favorável da Crítica da Faculdade do Juízo. Contudo, neste artigo, argumenta-se o contrário. Argumenta-se que a atenção constante à forma é indispensável na análise estética, de modo que a tese kantiana sobre o desinteresse pode, de fato, fornecer uma estrutura para interpretações orientadas para questões políticas e éticas – desde que a forma não seja relegada a um papel subordinado ou menor. Para sustentar o argumento, examina-se os conceitos do Belo e do Sublime, explorando como eles fundamentam a doutrina do desinteresse e de que forma o próprio desinteresse, em certa medida, contribui para a defesa de que a estética pode, sim, vincular-se a outros campos extraestéticos sem comprometer sua autonomia.
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