Corpas ocupam frestas ou completudes que somente você pode se permitir sentir

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/19805071.2023.29.2.8113

Palavras-chave:

Arte, Performance, Feminismo

Resumo

O ensaio apresentado aqui traz uma reflexão sobre minhas produções como artista ativista feminista gorda, além de apresentar uma série de trabalhos produzidos a partir de 1993 até 2023. As minhas produções, a partir do ano de 1993, têm seu foco na autorrepresentação abordando minha corpa gorda e expandindo para as outras corpas de mulheres gordas, as mulheres de forma geral e as diversidades. O interesse pelas corpas dissidentes e abjetas, a partir de minha própria experiência no mundo, tomam forma através de séries de imagens e ações que se interconectam umas às outras, produzindo uma cartografia onde os discursos e as práticas pretendem ser ações afirmativas. As linguagens utilizadas nas construções dos trabalhos também se modificam buscando potencializar cada série produzida. São fotografias, colagens, instalações, performances, vídeos, fotoperformances, entre outras. As proposições querem nos levar às reflexões sobre nossas representações sociais contemporâneas e o que elas constroem em nossos imaginários, e, principalmente, pretendem propor novas imagens que descolonizem nossos olhares contaminados por imagens formatadas e largamente divulgadas sobre nossas corpas objetificadas.

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Biografia do Autor

Fernanda Magalhães, Universidade Estadual de Londrina

Fernanda Magalhães (1962, Londrina, PR, Brasil). Artista, Fotógrafa, e Performer. Professora na UEL (1991-2020). Recebeu o VIII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia 1995 Minc/Funarte, Projeto A Representação da Mulher Gorda Nua na Fotografia. Publicou os livros A Estalagem das Almas, em parceria com a escritora Karen Debértolis (2006) e Corpo Re-Construção Ação Ritual Performance (2010) Obras integram acervos como: Maison Europèene de la Photographie, Paris, França; MON, Curitiba, PR; Coleção Joaquim Paiva de Fotografia Contemporânea MAM RJ; Acervo do Projeto Armazém, Florianópolis, SC. http://lattes.cnpq.br/9760944648276947

Referências

ARENDT, Hannah. Também eu danço. Poemas (1923-1961) / Hannah Arendt; traduzido por Daniel Arelli. – Belo Horizonte : Relicário, 2023.

p. ; 13cm x 21cm.

VELOSO, Mavi. Traveca Delights. Programa da performance Traveca Delights no FILO – Festival Internacional de Londrina, 27 julho 2023.

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Publicado

2023-12-13