Tecendo sopros femininos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33871/19805071.2023.29.2.8012

Palavras-chave:

sopro da contadora de histórias, tradição oral, gestos ritualísticos, glossolalia, Virgínia Woolf

Resumo

Ao reconhecer um eixo eurocêntrico no próprio percurso formativo, a autora lança um olhar para a forma como algumas manifestações populares sobretudo de matrizes afro-diaspóricas abriram caminhos para performatividades que aliam a tradição oral, gestos ritualísticos e tecem, assim, o sopro de uma contadora de histórias. O sopro é encarado aqui como o fundamento da sua vocalidade poética, ao agregar os elementos nomináveis e inomináveis que podem compor uma performance narrativa. A partir dele, alguns experimentos em tempos de pandemia que alinhavaram as instâncias abordadas são observados, analisados, nas suas potências e paradoxos. Primeiramente em uma oficina, denominada “Sopros Femininos” em que dinâmicas ligadas à desconstrução de linguagem sugerem associações entre a glossolalia e sabedorias oraculares, depois na composição de um vídeo narrativo a partir de um conto de Virgínia Woolf.

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Biografia do Autor

Lígia Borges, CAC-ECA-USP

Doutorado em pedagogia teatral no Departamento de Artes Cênicas, ECA, USP.
Título: Encruzilhadas da contadora de histórias: Veredas de tradição, tradução e ruptura, 2022. Orientadora: Professora Doutora Elisabeth Silva Lopes.

Mestrado em em pedagogia teatral no Departamento de Artes Cênicas, ECA, USP.
Título: Tecendo o Sopro do Narrador, 2017.
Orientador: José Batista dal Farra Martins.

Graduação em Educação Artística Com Habilitação em Artes Cênicas.
CAC – ECA - USP.

Vínculo Institucional – Artista-professora na Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA) – Jabaquara.

Link para o Lattes: http://lattes.cnpq.br/7974391750233448

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Publicado

2023-12-13