Teatro e acessibilidade para pessoas surdas no contexto da pandemia da covid-19

um olhar para os espetáculos digitais em Ilhéus-BA

Autores

  • Jones Oliveira Mota Universidade Federal da Bahia
  • Lilian Cristina Fonseca Menezes Universidade Paulista
  • Lucília Santos da França Lopes Universidade Estadual de Santa Cruz

Palavras-chave:

Acessibilidade, COVID-19, Pessoa Surda, Teatro, TILSP

Resumo

O presente artigo tem como objetivo refletir sobre o teatro digital e as condições adequadas de acessibilidade para a pessoa surda no contexto da pandemia da COVID-19 na cidade de Ilhéus, litoral sul da Bahia. Como metodologia, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa e quantitativa; é do tipo bibliográfica, ao refletir sobre as discussões de publicações sobre a temática; e do tipo documental em meio digital, ao realizar um levantamento de espetáculos digitais apresentados pelo grupo Teatro Popular de Ilhéus (TPI) durante o período de isolamento social resultante da pandemia. Como resultado, verificou-se a necessidade de espetáculos digitais acessíveis para a comunidade surda. Por fim, o artigo ressalta a importância do compromisso de gestores(as) culturais na efetivação e fiscalização das políticas públicas de acessibilidade, na compreensão da profissão de Tradutor e Intérprete de Libras (TILSP) em espetáculos teatrais e na conscientização dos(as) artistas locais para garantia dos direitos previstos na legislação.

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Biografia do Autor

Jones Oliveira Mota, Universidade Federal da Bahia

Doutor e mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia - PPGAC UFBA. Graduado em Licenciatura em Teatro pela Escola de Teatro da UFBA. Professor-tutor da Licenciatura em Teatro EAD da UFBA. Arte-educador do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas - CAPS ad Gregório de Matos em Salvador-BA. Integrante dos grupos de pesquisa GRIETA - Universidade Federal de São João del-Rei - UFSJ/CNPq e Núcleo de estudos em Teatro Popular - NETPOP - UFBA/CNPq. Diretor da Cia de Revista da Bahia. Cogestor do Espaço Cultural Engrenagem Viva, Salvador-BA

Lilian Cristina Fonseca Menezes, Universidade Paulista

Pedagoga (UESC), especialista em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica (Faculdade Unyleya), especialista em Gestão Cultural (UESC) e mestranda em Educação (PPGE-UESC). Bolsista pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Práticas Pedagógicas (GEPED-UESC). Atualmente é professora do Ensino Superior (UNIP-Ilhéus) e professora particular para crianças da Educação Infantil e dos Anos Iniciais.

Lucília Santos da França Lopes, Universidade Estadual de Santa Cruz

Mestre em Linguística pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB e Especialista em Administração Escolar: Gestão Participativa pela Universidade Estadual de Santa Cruz/UESC. Graduada em Letras e graduada em Filosofia. Possui Certificação nível superior em Tradução e Interpretação de Libras/ Português, Português/Libras pelo MEC/UFSC e Uso e Ensino de Libras também pelo MEC/ INES/ UFSC, realizado por meio do exame Prolibras. Atualmente é professora assistente da área de Libras do Departamento de Letras e Artes da UESC.

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Publicado

2022-12-16