A LINEARIZAÇÃO DA LINHA

DESDOBRAMENTOS DA PERSPECTIVA LINEAR DA MODERNIDADE OCIDENTAL NO ENTENDIMENTO DE CORPO EM DANÇA

Autores

  • Mariah Sumikawa Spagnolo
  • Rosemeri Rocha da Silva

Palavras-chave:

corpo, dança, linha, modernidade

Resumo

Tendo como ponto de partida o conceito de malha proposto por Ingold (2015), entende-se que as linhas não são sinônimo de retidão, mas foram linearizadas a partir do fortalecimento da ordem social da modernidade na concepção da perspectiva linear, que estruturou uma forma de entender e produzir conhecimento enquanto algo independente do sujeito e seu contexto. O grande problema da modernidade é a influência da revolução cartesiana no pensamento da corporalidade (NAJMANOVICH, 2001). A linearização promove o dualismo insistente corpo-mente que se revela nas dramaturgias das danças, não só pela separação entre as instâncias coreográficas e dramatúrgicas, mas também na cisão entre a materialidade do corpo e sua expressividade na abordagem romântico/modernista (HERCOLES, 2018). Pretende-se demonstrar os apectos que fundam a lógica linear e refletir sobre um caminho possível de mobilização deste modo de operação através da noção de corpo propositor (SILVA, 2013) e do entendimento de dança como proposição de enunciados performativos (SETENTA, 2008). 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Mariah Sumikawa Spagnolo

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Artes da UNESPAR, Especialista em Antropologia cultural pela PUCPR, Bacharel e Licenciada em Dança pela UNESPAR. Integrante do UM – Núcleo de Pesquisa Artística em Dança da UNESPAR/FAP.  

Rosemeri Rocha da Silva

Doutora e Mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia. Docente do colegiado do curso de Licenciatura e Bacharelado em Dança desde 1996 da Universidade Estadual do Paraná/FAP, atualmente diretora do Centro de artes. Faz parte do colegiado do Mestrado Profissional em Artes. Coordena o Grupo artístico e Projeto de Extensão: UM - Núcleo de Pesquisa Artística em Dança da UNESPAR. 

Referências

BERTHOZ, Alain. The Brain’s sense of movement. Cambridge, Massachusetts: Harvard College, 2000.

Greiner, Christine. O corpo em crise: Novas pistas e o curto circuito das representações. São Paulo: Annablume, 2010. (Coleção Leituras do corpo)

HERCOLES, Rosa. As Dramaturgias do Movimento. In: Dramaturgias, [S. l.], n. 8, p. 88–99, 2018. DOI: 10.26512/dramaturgias.v0i8.14969. Disponível em: <https://periodicos.unb.br/index.php/dramaturgias/article/view/14969>. Acesso em: 26 jun. 2021.

HERCOLES, ROSA. Uma leitura de Strange tools: art and human nature, de Alva Noe (2015). In: Revista de Artes FAP, Curitiba, v. 21, n. 2, p. 1-318, jun/dez. 2019.

INGOLD, Tim. Estar vivo: Ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis: Vozes, 2015.

INGOLD, Tim. Lines: a brief history. London: Routledge, 2007.

KASTRUP, V. Aprendizagem, arte e invenção. In: Psicologia em Estudo, Maringá, v. 6, n. 1, p. 17-27, jan./jun. 2001.

NAJMANOVICH, Denise. O sujeito encarnado: questões para pesquisa no/do cotidiano. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

SETENTA, Jussara Sobreira. O fazer-dizer do corpo: dança e performatividade. Salvador: EDUFBA, 2008.

SILVA, Rosemeri Rocha da. A poética e o discurso dramatúrgico. Anais do V Encontro Científico Nacional de Pesquisadores em Dança. Natal: ANDA, 2017. p. 683-695.

SILVA, Rosemeri Rocha da. UNO, mapa de criação: ações corporalizadas de um corpo propositor num discurso em dança. 206 p. Tese de Doutorado em Artes Cênicas, Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, 2013.

Downloads

Publicado

2022-07-20