A fenomenologia de Merleau-Ponty e a arte relacional do século XX: Pressupostos para a expansão do conceito de espaço cênico.

Autores

  • Paulo Vinícius Alves PUCPR - Pontifí­cia Universidade Católica do Paraná UNESPAR - Campus Curitiba II

DOI:

https://doi.org/10.33871/19805071.2020.23.2.3698

Resumo

Este artigo relaciona alguns dos principais conceitos filosóficos de Merleau-Ponty com alguns artistas e algumas das experiências ocorridas no século XX nas artes visuais, experiências essas que podemos definir como representantes daquilo que chamamos de estética relacional. Abordo aqui algumas noções fundamentais da fenomenologia de Merleau-Ponty, bem como suas relações com alguns artistas e algumas obras criadas por eles. Tais reflexões foram de extrema importância e colocaram-se como o ponto de partida para a demarcação do espaço cênico no teatro contemporâneo como um espaço essencialmente relacional, foco principal da minha pesquisa de mestrado. Entre os principais conceitos do filósofo Merleau-Ponty está a noção de reversibilidade, a noção de corpo próprio e a distinção que ele faz entre Körper e Leib. Como os principais representantes das artes visuais do século XX elenco três grandes artistas: Hélio Oiticica, Lygia Clark e Marcel Duchamp. Este texto foi construí­do na interface entre arte e filosofia.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Paulo Vinícius Alves, PUCPR - Pontifí­cia Universidade Católica do Paraná UNESPAR - Campus Curitiba II

Professor do curso de Bacharelado em Artes Cênicas nas áreas de Direção de arte e Tecnologias cênicas (Visualidades). Ministra as disciplinas de Cenografia, Design Cênico e Figurino, entre outras. Currí­culo lattes -http://lattes.cnpq.br/0117489287872118

Referências

ARAUJO, Paulo R. M. e CODINA, Graciela D. Leitura fenomenológica da arte e do ser humano aponta para a superação de sentido e a abertura de significados. In: Revista Filosofia, Ciênica e Arte. Ano II, Vol 8. São Paulo: Editora Nova Escala, 2007.

ARCHER, Michael. Arte contemporânea: Uma história concisa. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

ARNHEIM, Rudolf. Arte e percepção visual: Uma psicologia da visão criadora. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.

AUSTIN, John Langshaw. Sentido e percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

BARROS, José D. A. Paul Cézanne: considerações sobre sua contribuição para a arte moderna. In: Cultura Visual, n. 15, maio/2011, Salvador: EDUFBA, p. 11-29.

BINSWANGER, L. Le problème de l"™espace en psychopathologie. Toulouse: Le Mirail,1998.

BOLLNOW, Otto F. O homem e o espaço. Tradução de Aloí­sio Leoni Schmid. Curitiba: Editora UFPR, 2008.

BONAN, Ronald. Le probème de l´intersubjectivité dans philosophie de Merleau-Ponty. In Doispontos: Curitiba, São Carlos, v. 09, n 01, p. 35-69, 2012.

BOSI, Alfredo. Fenomenologia do olhar. O olhar. Organização de Adauto Novaes. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.

BOURRIAUD, Nicolas. Estética Relacional. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

CÂMARA, José Bettencourt da. Do espí­rito do pintor ao olhar do filósofo: Maurice Merleau-Ponty e Paul Cézanne. Lisboa: Edições Salamandra, 1996.

CARBONE, Mauro. La visibilité de l"™invisible. Merleau-Ponty entre Cézanne et Proust. Hildesheim-Zürich-New-York: OLMS, 2001.

________. La chair des images: Merleau-Ponty entre peinture et cinéma. Paris: Vrin, 2011.

________. Corpo. São Paulo: Editora Globo, 2009

CHAUI, Marilena. Merleau-Ponty: obra de arte e filosofia. In: NOVAES, Adauto. Artepensamento. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

________. Experiência do Pensamento: ensaios sobre a obra de Merleau-Ponty. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

CLARK, Lygia. Lygia Clark. Textos de Ferreira Gullar, Mário Pedrosa e Lygia Clark. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.

________. 1960: A morte do plano. Rio de janeiro: Jornal do Brasil, 1980 (2).

________. Lygia Clark. Curadoria Paulo Herkenhoff, texto Gy Brett, Paulo Herkenhoff. São Paulo: MAM, 1999. 68p.

DUPOND, Pascal. Le vocabulaire de Merleau-Ponty. Paris: Elipses, 2002.

FALABRETTI, Ericson Sávio. Kant e Merleau-Ponty: Passagens sobre o espaço. In: Revista Internacional de filosofia Kant e-Prints. Campinas, série 2, v. 4, n. 1, pág 165-183, 2009. Disponí­vel em: <https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php?journal=kant-e-prints&page=article&op=view&path%5B%5D=368> Acesso em 05/04/2017

________. A pintura como paradigma da percepção. In: Dois Pontos, vol. 9, n. 1, pág 201-226, 2012. Disponí­vel em: < http://dx.doi.org/10.5380/dp.v9i1.25515> Acesso em 23/01/2019.

FAVARETTO, Celso. A invenção de Helio Oiticica. São Paulo: Edusp, 2000.

FIGUEIREDO, L. Lygia Clark, Hélio Oiticica: Cartas 1964-74. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1998.

FREIRE, Cristina. Arte conceitual. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 2006.

GULLAR, Ferreira. Argumentação contra a morte da arte. Rio de Janeiro: Editora Revan, 1996.

GUMBRECHT, Hans Ulrich. Produção de presença: o que o sentido não consegue transmitir. Tradução de Ana Isabel Soares. Rio de Janeiro: Contraponto: PUC-Rio, 2010.

KATO, Gisele. O homem que reinventou a roda. In: Revista Bravo. Edição no. 131 São Paulo: Abril Cultural, 2008.

MACIEL, Sonia Maria. Corpo invisí­vel: Uma nova leitura da filosofia de Merleau-Ponty. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1997.

MALRAUX, A. Le musée imaginaire. Paris: Gallimard, 1965.

MATTHEWS, Eric. Compreender Merleau-Ponty. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.

MERLEAU-PONTY, Maurice. Signes. Paris: Gallimard, 1964.

________. La Struture du Comportement. Paris: Presses Universitaires de France, 1972.

________. A dúvida de Cezánne. In: Textos selecionados. Seleção de textos, tradução e notas de Marilena de Souza Chauí­, Nelson Aguilar, Pedro de Souza Moraes.São Paulo: Abril Cultural, 1984 (Segunda Edição).

________. A linguagem indireta e as vozes do silêncio. In: Textos selecionados. Seleção de textos, tradução e notas de Marilena de Souza Chauí­, Nelson Aguilar, Pedro de Souza Moraes. São Paulo: Abril Cultural, 1984 (Segunda Edição).

________. O olho e o espí­rito. In: Textos selecionados. Seleção de textos, tradução e notas de Marilena de Souza Chauí­, Nelson Aguilar, Pedro de Souza Moraes. São Paulo: Abril Cultural, 1984 (Segunda Edição).

________. Conversas – 1948. São Paulo: Matins Fontes, 2004.

________. O olho e o espí­rito. Tradução Paulo Neves e Maria Ermantina Galvão Gomes Pereira. São Paulo: Cosac Naify, 2004a.

________. O Visí­vel e o Invisí­vel. 4 ed. São Paulo: Perspectiva, 2014.

________. Fenomenologia da percepção. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

________. A prosa do mundo. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

MOREIRA, Thabata Castelo Branco Telles Virginia. A Lente da Fenomenologia de Merleau-Ponty para a Psicopatologia Cultural. In: Psicologia: Teoria e Pesquisa, Vol. 30 n. 2, pp. 205-212. Brasí­lia, 2014.

MÜLLER, Marcos J. Gestalt como filosofia da Carne e os três registros da experiência: imaginário, simbólico e real. In: Merleau-Ponty em Florianópolis. Porto Alegre: Editora Fi, 2015.

OITICICA, Hélio. Aspiro ao grande labirinto. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.

PEDROSA, Israel. O universo da cor. Rio de Janeiro: Sesc Nacional, 2006.

SANTAELLA, Lúcia. Culturas e artes do pós-humano: Da cultura das mí­dias í cibercultura. São Paulo: Paulus, 2004.

________. A Natureza do Espaço: técnica e tempo. São Paulo: EDUSP, 2002.

SOKOLOWSKI, Robert. Introdução í fenomenologia. São Paulo: Edições Loyola, 2012.

SOMBRA, José de Carvalho. A subjetividade corpórea: a naturalização da subjetividade na filosofia de Merlau-Ponty. São Paulo: Ed Unesp, 2006.

TOMKINS, Calvin. Duchamp: Uma biografia. Tradução de Maria Tereza de Resende Costa. São Paulo: Cosac Naify, 2004.

Downloads

Publicado

2020-11-25

Como Citar

ALVES, P. V. A fenomenologia de Merleau-Ponty e a arte relacional do século XX: Pressupostos para a expansão do conceito de espaço cênico. Revista Cientí­fica/FAP, Curitiba, v. 23, n. 2, 2020. DOI: 10.33871/19805071.2020.23.2.3698. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/index.php/revistacientifica/article/view/3698. Acesso em: 20 abr. 2024.