ONÇA-PINTADA E DANÇA DA CHUVA: APROPRIAÇÕES POÉTICAS NO FILME EXISTO, DE CAO GUIMARíES

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Resumo

Novas poéticas artí­sticas podem ser analisadas a partir de recursos tecnológicos adotados por cineastas contemporâneos. Cao Guimarães realiza o filme ExIsto (2010), uma adaptação do romance Catatau, publicado em 1975 por Paulo Leminski. A hipotética vinda de Descartes ao Brasil com a comitiva de Nassau no século XVII é estruturada, na adaptação cinematográfica, em imagens que remetem aos estilos do Renascimento e do Barroco. A desconstrução da lógica cartesiana, mote de ambas as narrativas, destaca uma espécie de estilo neoBarroco, despertando reflexões acerca da produção de filmes de arte na contemporaneidade, quando a definição de categorias é mais complexa. "Onça-pintada" e "dança de chuva" são os trechos analisados: o primeiro enfatiza a opacidade da fruição estética (XAVIER), homenageando a montagem cinematográfica; o segundo realiza abstrações imagéticas em consonância com o legado das pesquisas artí­sticas que envolvem a tecnologia (GUIMARíES e BELLOUR). Ao propiciar novas formas de estar no mundo, a arte promove o trânsito entre estranhamento e percepção sensí­vel.

Palavras-chave

Poéticas artí­sticas. Adaptação cinematográfica. Arte contemporânea. ExIsto. Cao Guimarães.

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Biografia do Autor

Maria Cristina Mendes, UEPG

Professora no curso de Artes Visuais da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

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Publicado

2019-11-27