"MEMÓRIAS DUMA BAOBÁ" : A ESCRITA DRAMATÚRGICA NEGRA COMO POTÊNCIA DECOLONIAL

Autores

  • Carlos Alberto Mendonça Filho UDESC

Resumo

Partindo dos conceitos de memória, ancestralidade, decolonialidade e oralidade como mote para a criação dramatúrgica, e em diálogo com os autores Leda Maria Martins (1995; 2003), Walter Mignolo (2008; 2017), Júnia Pereira (2019) e Emerson de Paula (2021), farei uma análise sobre os processos de escrita para a cena que tenham como mote memórias negras e suas interfaces afetivas e polí­ticas enquanto atos de resistência contra o esquecimento e contra as narrativas únicas. Para tanto, utilizarei como objeto de análise o processo criativo realizado em "Memórias duma Baobá" , obra produzida pelo Coletivo Èmí­ Wá da cidade de Curitiba/PR no ano de 2020, na qual assino a função de dramaturgo. Este trabalho aconteceu entre os meses de agosto a novembro dentro do contexto da pandemia de COVID-19, e busca refletir sobre as vivências singulares mas também coletivas nas vidas de mulheres negras, entrecruzando as narrativas que pautam a celebração e a recuperação do passado, bem como as possibilidades de mudança e recriação existentes no presente e no futuro.

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Biografia do Autor

Carlos Alberto Mendonça Filho, UDESC

Ator e dramaturgo. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Teatro da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC). Graduado do curso de Licenciatura em Teatro na Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Bolsista CNPQ do Programa de Iniciação Cientí­fica da UNESPAR (2020-2021). Foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação í  Docência (PIBID/CAPES) de 2018 a 2020. Membro-fundador do grupo curitibano Batalhão Cia de Teatro. Idealizador e ministrante do curso online GiraDramatúrgica, que promove encontro, pesquisa e criação entre dramaturgas/os negras/os.

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Publicado

2021-10-28